TENHAMOS ÂNIMO, POIS O NOSSO GRANDE INIMIGO JÁ FOI DERROTADO!

Podemos ter a certeza de que satanás, cujo nome significa “adversário”, e que não só ao longo dos tempos mas hoje também continua a maltratar e a acusar diante de Deus os crentes em Cristo (Apoc. 12:10), já foi derrotado por Jesus, com a Sua morte e ressurreição, e agora a sentença do maligno está traçada e será a sua prisão eterna, pois Jesus Cristo venceu-o e feriu-o mortalmente ao morrer por nós na cruz do Calvário e ressuscitar ao terceiro dia.

E a que é que o diabo se opõe em relação ao que diz respeito aos crentes em Jesus? Basicamente o demónio procura impedir que aconteça  o bem que Deus já planeou para nós. Se somos crentes em Cristo, Deus está agindo em nossas vidas, moldando e formando o nosso carácter, a nossa maneira de pensar e a agir, a fim de ir tornando Seus filhos e filhas muito amados cada vez mais parecidos com Jesus – nosso amado Salvador e também para nós exemplo supremo de vida. Basicamente, é contra esse propósito que o diabo usa todos os seus poderes e artimanhas, e faz tudo o que lhe for possível para impedi-lo: “o ladrão vem somente para roubar, matar e destruir” (João 10:10).

Ao referir-se ao maligno,  o Senhor Jesus Cristo usou uma descrição terrivelmente forte para o descrever e também nos avisar a respeito da obra continuamente malévola de Satanás contra nós. Jesus trata o diabo como aquele que é assassino e também mentiroso: “Ele foi homicida desde o princípio e jamais se firmou na verdade, porque nele não há verdade. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira” (João 8:44).

Mas a nossa vitória sobre o maligno jé está ganha em Cristo! “Visto, pois, que os filhos têm participação comum de carne e sangue, destes também Ele,[Jesus] igualmente participou, para que, por Sua morte, destruísse aquele que tem o poder da morte, a saber, o diabo” (Heb. 2:14). O precioso sangue de Jesus foi derramado em favor de toda a humanidade e da criação que estavam caídas. Mas Jesus Cristo triunfou, e juntamente com Ele, nós triunfamos também. “E, despojando os principados e as potestades, publicamente os expôs ao desprezo, triunfando deles na cruz” (Col. 2:15).

O principal propósito da vinda de Jesus ao mundo foi dar a Sua vida por amor de nós. Ao morrer, Ele venceu a morte graças à Sua ressurreição (João 14:19) e, ao vencer a morte, Cristo tornou completamente ineficaz todo e qualquer poder do maligno contra aqueles que são filhos e filhas de Deus. Agora, para os crentes em Jesus, “tragada foi a morte pela vitória” (1Cor. 15:54). Portanto o medo da morte ou do futuro não mais se justifica nem nos  assusta, pois a  morte já  foi   definitivamente vencida e destruída pela obra salvífica realizada por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Mesmo que Satanás e seu exército de demónios malignos ainda tenham poder (e ainda têm!) para investir contra nós, das mais diversas maneiras, inclusive prejudicando a nossa saúde, diante de Jesus Cristo esse poder é nada! Simplesmente deixa de existir! No  entanto, a Palavra de Deus adverte-nos: “Sede sóbrios e vigilantes, o diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge, procurando alguém para devorar” (1 Pedro 5:8). 

Mas, ainda que ele tente ser para nós como um leão ameaçador, a verdade é que a sua valentia, força e poder desaparecem completamente diante do verdadeiro “Leão da tribo de Judá” (Apoc. 5:5), Jesus Cristo, nosso amado Salvador e Senhor que, após ter destruído o poder das trevas, antes de entregar o Seu espírito ao Pai Deus, exclamou: “está consumado”! Sim, de facto em Cristo Jesus consumada está a nossa vitória. Alegremo-nos! Somos  mais do que vencedores! Aleluia!


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VIVER EM PAZ - TU CONSERVARÁS EM PAZ AQUELE CUJA MENTE ESTÁ FIRME EM TI


"Tu  conservarás em paz aquele cuja mente  está firme em ti; porque ele confia em ti. Confiai no SENHOR perpetuamente; porque o SENHOR Deus é uma rocha eterna" (Isaías 26:3,4).

Esta é uma promessa maravilhosa da Palavra de Deus! Ser conservado em paz significa não se desgastar interiormente diante dos problemas e dificuldades da vida. Justamente nos dias em que tanto se fala sobre ansiedade, angústia, stress, depressão, medo encontrar um meio divino de se conservar em paz é algo por demais valioso.
 
Deus é rocha, castelo, esconderijo, lugar de abrigo, refúgio para os seus filhos e filhas. O nosso texto bíblico refere-se a Deus como uma "Rocha Eterna". Precisamos de aprender a desfrutar a Sua paz, mesmo no meio das tempestades. Notemos que o versículo fala acerca da confiança e de uma mente firme, o que indica a convicção de alguém. Com Deus é possível ter paz, independentemente das circunstâncias problemáticas que nos rodeiam.
 
Pior que as circunstâncias difíceis que eventualmente nos cerquem é ter em nós um coração perturbado e inquieto. Mesmo que haja grave turbulência ao redor, é importante que o nosso interior se mantenha em paz, para correctamente enfrentar a luta. “Se te mostrares fraco no dia da angústia, é porque a tua força é pequena." (Provérbios 24:10)
 
Quando nos encontramos no meio de provas, lutas e adversidades, o verdadeiro problema não é o que está acontecendo ao redor, mas sim a maneira como nos deixamos afectar na nossa essência mais íntima. A instrução bíblica nunca está voltada para as circunstâncias, mas sim para a forma como devemos reagir interiormente a essas circunstâncias.

Observemos o ensino de Jesus: "Tenho-vos dito isso, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo; eu venci o mundo “ (João 16:33). Ao falar sobre as aflições que enfrentaríamos neste mundo, Jesus deixou claro qual é a Sua vontade sobre o assunto: que tenhamos paz n’Ele e bom ânimo.
 
Há muitos crentes que quase se deixam desesperar na tentativa de resolver os seus problemas, esquecendo que a única coisa que realmente conta e ajuda na hora de enfrentar a adversidade é manter a paz e o bom ânimo. A nossa força não vem de fora, não vem das circunstâncias. A nossa força há-de vir do interior, do poder do Espirito Santo que habita em nós.  

Notemos o que Deus disse pela boca do profeta Isaías a Israel: "Porque assim diz o SENHOR Deus, o Santo de Israel: Em vos converterdes e em sossegardes, está a vossa salvação; na tranquilidade e na confiança, está a vossa força…"  (Isaías 30:15. Ou seja, a atitude correcta para enfrentar a adversidade é agir, descansar e confiar no SENHOR.

Aleluia! Na tranquilidade e na confiança está a nossa força. A paz de Deus no coração é uma das maiores armas que temos contra o diabo e contra as circunstâncias adversas. Deus é soberano e poderoso. A nossa força vem de um coração tranquilo e confiante, que não se deixa abater diante dos problemas da vida. Afinal, se Deus é por nós, quem será contra nós?


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AS NOSSAS ALMAS SEDENTAS

“Assim como o veado anseia pela água viva, a minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando entrarei e verei a face de Deus?” - Salmo 42:1,2.

“Ó Deus, tu és o meu Deus; ansiosamente te busco. A minha alma tem sede de Ti; o meu corpo anela por Ti, numa terra árida e cansada, onde não há água.” – Salmo 63:1.    

As nossas almas precisam ter sede e clamar por Aquele que pode saciar o anseio mais profundo de um humano coração. O que precisamos não é tanto uma doutrina, religião, ou uma filosofia mais. A minha alma precisa ter sede e clamar pelo Deus vivo que tem vida eterna para dar. “E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, como o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, aquele que Tu enviaste” (João 17: 3).

Provai e vede que o Senhor é bom. Tal como o veado exausto anseia e suspira por águas frescas, limpas e refrescantes, assim devemos anelar por íntima comunhão com Deus. Sem Ele, vagueamos vacilantes em deserto seco e árido, castigados pelo vento forte que nos bate o rosto e faz doer, neste mundo caído e manchado pelo mal.

O coração humano foi criado por Deus e para Deus, e inquieto ele estará se em Deus não encontrar repouso. A nossa maior necessidade interior é encontrar essa doce e tranquila comunhão com Deus. Ele é nossa paz, o nosso guia, a nossa força. Ele é a nossa esperança; Deus é o TUDO sem o qual difícil é viver.

Estou pensando em Deus. ‘Provai, e vede que o Senhor é bom; bem-aventurado o homem que n’Ele se refugia’. Nestes dias agitados e infernais em que vivemos, é preciso reflectir no mais prioritário e essencial da vida. É preciso meditar no nosso Criador em íntima relação com Ele, até que o nosso anseio mais profundo se transforme num suave suspiro de oração.

Ao reflectir em Deus e tudo o que Ele é, havemos de ser abençoados. Pensemos no Seu carácter santo e belo, e nas riquezas insondáveis do Seu profundo amor e compaixão com que temos sido abençoados. Precisamos de amar Deus com todo o nosso coração e não apenas parte dele. Precisamos de desejar o Eterno mais do que qualquer obra ou ser da Sua criação.

Todos temos sede de Deus, mas há esperança. Vamos entregar-nos totalmente a Ele e desfrutar o alegre sentimento de pertença que só pode ser encontrada no nosso eterno Criador e Pai. E vamos dedicar-Lhe tudo o que fizermos, por palavras, pensamentos ou por obras, em atitude de abnegada, agradecida e total consagração.

Vem. Dá-me a tua mão. Vamos procurar Deus intensamente, com toda a fibra de nossos inquietos corações, e sabemos que havemos de encontrá-Lo se O buscarmos de todo o nosso coração, clamando com o antigo salmista de Israel: “Ó Deus, tu és o meu Deus; ansiosamente te busco. A minha alma tem sede de Ti; o meu corpo anela por Ti, numa terra árida, seca e cansada, onde não há água.” (Salmo 63:1). Vem!


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ESPERANÇOSAS CONSEQUÊNCIAS DA RESSURREIÇÃO DE JESUS PARA OS CRENTES

Leitura Bíblica:
“Ora, se é corrente pregar-se que Cristo ressuscitou dentre os mortos, como, pois, afirmam alguns dentre vós que não há ressurreição de mortos? E, se não há ressurreição de mortos, então, Cristo não ressuscitou. E, se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação, e vã, a vossa fé; e somos tidos por falsas testemunhas de Deus, porque temos asseverado contra Deus que ele ressuscitou a Cristo, ao qual ele não ressuscitou, se é certo que os mortos não ressuscitam. Porque, se os mortos não ressuscitam, também Cristo não ressuscitou. E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados. E ainda mais: os que dormiram em Cristo pereceram. Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens. Mas, de facto, Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo ele as primícias dos que dormem.” (1 Coríntios 15:12-20).

O apóstolo Paulo, ao escrever aos coríntios, é inamovível na sua convicção de que Jesus Cristo ressuscitou. Na verdade, Jesus ressuscitou, não apenas para a sua própria vitória pessoal sobre a morte, mas também para a nossa vitória cristã  na qualidade de crentes n’Ele e na salvação que Ele oferece.  

Conforme o testemunho do apóstolo, Cristo é agora o primeiro fruto de uma grande colheita que um dia irá acontecer! Cristo é o protótipo, ou seja: o exemplo, o espelho, a personificação de todos aqueles que morreram n’Ele e que na Sua 2ª vinda em glória hão-de ser ressuscitados.

Paulo tem tanta certeza nessa admirável verdade bíblica que, inclusive, descreve a morte daqueles que são crentes em Jesus como sendo apenas uma espécie de "adormecer", na esperança sublime e segura de que um dia despertarão para uma nova vida, sem fim, eterna, em Cristo.

Agora, toda a raça humana ainda partilha de uma natureza pecaminosa e está, por isso, condenada à morte espiritual. Em termos bíblicos, essa é a situação desesperada e triste que herdámos de Adão. Mas, porque Jesus ressuscitou, hoje todas as pessoas podem ser salvas através do sacrifício redentor e vitória de Jesus Cristo na cruz.

Jesus é o "novo Homem". É o fundador de uma nova humanidade: a dos filhos e filhas de Deus restaurados. Assim como herdamos a morte espiritual de Adão, agora herdamos a vida espiritual e eterna de Cristo ressuscitado. Porque Cristo ressuscitou, todos os que n’Ele crêem e Lhe pertencem serão ressuscitados também (cf. 1 Cor. 15:20-28).

A ressurreição de Jesus não é apenas um exemplo da futura ressurreição dos crentes, mas é, na verdade, em si mesma, o começo da nossa própria ressurreição. Os crentes ressuscitarão para a vida eterna porque aceitam e se identificam com Cristo ressuscitado.

O termo “primícias”, usado pelo apóstolo Paulo, é uma metáfora extraída da festa das colheitas, no tempo do Antigo Testamento (cf. Êxodo 23:16,18), e refere-se, simbolicamente, à primeira parte da colheita para a vida eterna, na qual a ressurreição de Cristo precipitará e garantirá que todos os santos que morreram n’Ele serão ressuscitados.

Da mesma forma, a ressurreição de Cristo é parte integrante da futura ressurreição de todos os que Lhe pertencem e que Ele virá buscar na Sua 2ª vinda – “Cristo, as primícias, depois, os que são de Cristo na sua vinda” (v. 23). Na mente de Paulo, portanto, negar a futura ressurreição seria negar e anular a ressurreição de Cristo, porque ambas estas maravilhosas realidades estão unidas e são indissociáveis.

Aleluia! Jesus ressuscitou e vivo está! Prossigamos em frente na senda da eternidade como povo de Deus! Não há outro caminho para a plenitude da vida senão o proposto por Jesus que disse: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá.” (João 11:25).

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