CONQUISTAS ALCANÇADAS PELA MORTE SACRIFICIAL DE CRISTO NA CRUZ PARA TODOS OS QUE O ACEITAM COMO SEU SALVADOR PESSOAL


1)     REDENÇÃO
a)    Romanos 3:24 - "Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus."  

(1)  Deus, por sua excelsa graça, pode declarar-nos inocentes, não obstante as nossas iniquidades. Quando um juiz no tribunal declara um réu inocente, todas as acusações são retiradas de todos os registos. Legalmente, é como se a pessoa nunca tivesse sido acusada. Assim, quando Deus perdoa todos os nossos muitos pecados, a nossa vida fica completamente limpa. Na perspectiva de Deus, é como se nunca tivéssemos pecado. Ele nos declara inculpáveis diante d'Ele.
b)    (cf. tb. 1 Coríntios 1:30).
c)    (cf. tb. Gálatas 3:13).
d)    (cf. tb. Efésios 1:7).

2)    PROPICIAÇÃO
a)    Romanos 3:25 - "A Quem Deus  propôs como propiciação, pela fé, no seu sangue, para demonstração da sua justiça por ter Ele na sua paciência, deixado de lado os delitos outrora cometidos."  

(1)  Cristo morreu em nosso lugar, pagando assim o preço total e definitivo por todos os nosso pecados. Deus tem toda a razão em irar-se contra os pecadores, porque estes se rebelaram contra Ele e afastaram-se do seu poder divino para conceder vida. Porém, a morte de Cristo foi o sacrifício apropriado e designado pelo próprio Deus para que os nossos pecados fossem perdoados. Por isso, Cristo colocou-se em nosso lugar e pagou com a Sua morte o preço dos nossos pecados, permitindo assim que todos eles fossem perdoados e satisfazendo plenamente as exigências de Deus. O sacrifício de Jesus traz o perdão, a redenção e a liberdade que todos precisamos.
b)    (cf. tb. 1 João 2:2).
c)    (cf. tb. 1 João 4:10).

3)    RECONCILIAÇÃO
a)    Romanos 5:10-11- "Porque se nós, quando éramos inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida. E não somente isso, mas também nos gloriamos em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo, pelo qual agora temos recebido a reconciliação."  

(1)  O amor que levou Cristo a morrer por nós é o mesmo que enviou o Espírito Santo para viver em nós e iluminar os caminhos das nossas vidas, guiando-nos todos os dias. O poder que ressuscitou Jesus é o mesmo que nos salva e continua à nossa disposição no viver quotidiano, sobretudo quando tivermos de enfrentar desafios, lutas e provações. Para termos acesso ao amor e poder de Deus é necessário vivermos em comunhão com Cristo (João 15:5) e “estar em Cristo” significa:
(a)  Crer que Ele é o Filho de Deus (1 João 4:15).
(b)  Aceitá-Lo como Salvador pessoal e Senhor das nossas vidas (João 1:129.
(c)  Esforçar-se por viver diligentemente  em sintonia com a vontade de Deus (1 João 3:24).
(d)  Continuar crendo no Evangelho e amando a Palavra de Deus. (1 João 2;24).
(e)  Relacionar-se em atitude de amor com os outros crentes que formam connosco o “corpo de Cristo” (João 15:2).
b)    (cf. tb. 2 Coríntios 5:18-20).
c)    (cf. tb. Colossenses 1:22). 

TRANSFORMANDO TRISTEZA EM ALEGRIA PARA GLÓRIA DE DEUS


“Então ele lhes disse: Ó néscios, e tardios de coração para crerdes tudo o que os profetas disseram! Porventura não convinha que o Cristo padecesse essas coisas e entrasse na sua glória?” (Lucas 24:25-26). 

Às vezes podemos ficar tão angustiados, desanimados ou preocupados com as nossas circunstâncias que não nos damos conta da incrível bênção que Deus organizou em resultado de tudo aquilo que nos parece ser uma esmagadora tragédia. Foi o que aconteceu com os discípulos de Jesus logo após a cruel e dramática crucificação do Senhor. Ficaram tão profundamente afectados pela “desgraça” da crucificação, que quase perderam as maravilhosas bênçãos que a morte propiciatória de Cristo trouxe, não só para eles mas também para toda a humanidade.

A maioria dos judeus acreditava que as profecias do V. T. sobre o Messias apontavam para um líder militar e político capaz de libertar a nação do jugo estrangeiro e não para um libertador que viesse redimir as pessoas da escravidão do pecado. Por isso, quando Jesus foi morto os discípulos perderam toda a esperança e não entenderam que a crucificação de Jesus lhes oferecia a maior de todas as esperanças possíveis! Apesar do testemunho das mulheres, confirmado por alguns discípulos e profecias bíblicas sobre a ressurreição, eles ainda não acreditavam que Jesus verdadeiramente ressuscitou!

Hoje a ressurreição de Jesus ainda surpreende muitas pessoas. Apesar de terem passado mais de dois mil anos de testemunho do Evangelho, muitos ainda se recusam a acreditar que Jesus, realmente, ressuscitou. Para os discípulos, foi necessário que Cristo aparecesse vivo no meio deles dezenas de vezes para finalmente acreditarem. Hoje, de forma algo semelhante, impõe-se que a presença viva e testemunho dos crentes regenerados, em suas convicções e forma de viver, possam fazer a diferença clamando com acções e palavras: aleluia! Há vida nova porque, verdadeiramente, Jesus ressuscitou!

Naquele tempo, o Senhor chamou "néscios" aos discípulos porque, embora conhecessem bem as profecias bíblicas, falharam em entender que o sofrimento de Jesus era necessário pois seria o único caminho para a verdadeira glória! Tinham dificuldade em entender por que é que Deus não tinha feito nada para salvar Cristo da cruz! Estavam tão impressionados com o mundo e seu poderio político e militar, que ficaram como que “cegos” para os reais valores do Reino de Deus, inclusive que Deus continua no controlo da humanidade e que o amor divino é mais forte que o ódio e a verdadeira vida é mais poderosa que a morte”!

Após os dois discípulos a caminho de Emaús terem explicado a sua tristeza e confusão, Jesus respondeu-lhes amorosamente citando as Escrituras e aplicando-as ao Seu ministério. Ainda hoje, quando estivermos “confusos” com as eventuais situações complexas que a vida pode trazer-nos, também devemos encontrar precioso auxílio nas Escrituras Sagradas, talvez até auxiliados por irmãos mais experientes, capazes de nos explicar o ensino da Palavra de Deus aplicando-a à nossa situação específica. Por isso não podemos depreciar um “recurso” que Jesus nos deixou chamado igreja, formada por muitas pessoas, com dons espirituais diferentes, mas que têm em comum um coração transformado pelo poder do Salvador e sentem alegria em contribuir para o crescimento espiritual uns dos outros (cf. Romanos 12:4-5).

Deus permita que nos tornemos cada vez mais conscientes de que mesmo as maiores tragédias pelas quais tenhamos que passar podem ser transformadas em admiráveis vitórias, se tão-somente soubermos na hora própria esconder-nos em Cristo, permitindo que Ele seja também parte da nossa dor. Oxalá possamos estar preparados para deixar que o Senhor Jesus transforme os “obstáculos” da vida em alegres delícias espirituais (cf. 2 Cor. 12:0-10), porque somos capazes de, em atitude de submissão,  continuar confiando no Senhor em vez de nos “estribarmos”, ou “apoiarmos” no nosso próprio entendimento, emoções ou imaginação (cf. Provérbios 3:5-6).

ORAÇÃO:
Senhor, nosso Deus e nosso Pai Celestial, muito obrigado pela maneira como naquele tempo usaste a aflição e a dor dos teus queridos discípulos para nos ensinar que TU és poderoso para controlar tudo o que pode perturbar as nossas vidas, transformando tristezas em alegrias para nosso bem e glória para o Teu santo nome. Desvenda, Senhor, os nossos olhos para que possamos ver os maravilhosos ensinamentos da Tua Palavra e ajuda-nos a confiar sempre nos Teus planos, e propósitos, mesmo quando os nossos sentidos físicos, emoções e imaginação nos parecem sugerir o contrário. Aumenta, Senhor, a nossa capacidade de confiar em Ti, sempre para Teu louvor e glória. Oramos em nome de Jesus. Ámen!


ANDAMOS POR FÉ E NÃO NAQUILO QUE VEMOS (3) – 2 Coríntios 5:7

O apóstolo Paulo insistia na prática de orações de acção de graças em horas difíceis, ensinando: “Em todas as circunstâncias dai graças, porque esta é a vosso respeito a vontade de Deus em Jesus  Cristo” (1 Tes. 5:16). Dar graças em “todas” as circunstâncias é um grande acto de fé que  agrada altamente a Deus, nos santifica e fortalece a nossa fé e confiança, preparando-nos para enfrentarmos outros eventuais combates.

Muitas vezes encontramos na Bíblia esta sábia expressão: “Não temas!”  Para que afugentassem o medo, o apóstolo Paulo lembrava aos crentes da igreja em Roma o seguinte: “Se Deus é por nós, quem será contra nós?” (Rom. 8:31). E ainda: “Quem nos separará do amor de Cristo? Será a tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada?” (Rom. 8:35).

Também o salmista afugentava o medo cantando alegremente assim: “O Senhor é a minha luz e a minha salvação, a quem temerei? O Senhor é o protector da minha vida, de quem terei medo? Se todo um exército se acampar contra mim, o meu coração não temerá. Se se travar contra mim uma batalha, mesmo assim terei confiança” (Salmo 26:1-3).
O medo é sempre a nossa pior resposta perante as dificuldades. Convém-nos implorar ao Senhor que nos conceda a graça de nada temer. O Salmo 91 é uma bela e esperançosa oração usada pelo salmista para afastar para longe de si o medo, refugiando-se sob as asas do Altíssimo Deus. Vale a pena, se possível, memorizá-lo para o dizermos em qualquer circunstância adversa como a nossa oração de fé e inabalável confiança no Todo-Poderoso:
             SOB A SOMBRA DO ALTÍSSIMO
Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Todo-Poderoso descansará.   
Direi do Senhor: Ele é o meu refúgio e a minha fortaleza, o meu Deus, em quem confio.   
Porque ele te livra do laço do passarinho, e da peste perniciosa.   
Ele te cobre com as suas penas, e debaixo das suas asas encontras refúgio; a sua verdade é escudo e couraça.   
Não temerás os terrores da noite, nem a seta que voe de dia,   
nem peste que anda na escuridão, nem mortandade que assole ao meio-dia.   
Mil poderão cair ao teu lado, e dez mil à tua direita; mas tu não serás atingido.   
Somente com os teus olhos contemplarás, e verás a recompensa dos ímpios.   
Porquanto fizeste do Senhor o teu refúgio, e do Altíssimo a tua habitação,   
nenhum mal te sucederá, nem praga alguma chegará à tua tenda.   
Porque aos seus anjos dará ordem a teu respeito, para te guardarem em todos os teus caminhos.   
Eles te susterão nas suas mãos, para que não tropeces em alguma pedra.   
Pisarás o leão e a áspide; calcarás aos pés o filho do leão e a serpente.   
Porquanto tão encarecidamente me amou, também eu o livrarei; pô-lo-ei num alto retiro, porque ele conhece o meu nome.   
Quando ele me invocar, eu lhe responderei; estarei com ele na angústia, livrá-lo-ei, e o honrarei.   
Saciá-lo-ei com longevidade, e lhe mostrarei a minha salvação.  

(Salmos 91) 

ANDAMOS POR FÉ E NÃO PELO QUE VEMOS – 2 Coríntios 5:7 (2)



Caminhar pela fé, abandonando-se confiadamente nos braços do nosso Criador, sabendo que ELE nos ama incondicionalmente, é crer e aceitar de bom grado “toda” a vontade de Deus para a nossa vida, em qualquer situação ou circunstância, sem reclamar, mostrar ressentimentos, queixumes ou insatisfação. As piores ervas daninhas das nossas almas são arrancadas por Deus, amorosamente, através do fogo das provações.

Na noite mais escura, é preciso confiar e saber repetir as palavras de Paulo: “sei que tudo o que nos acontece, no seu conjunto, concorre para o bem daqueles que amam a Deus, dos que são chamados segundo o seu propósito” (Rom. 8:28). É preciso, pois, deixar que esta verdade bíblica tome conta dos nossos pensamentos, emoções, atitudes e acções!

Diante das provas e lutas da vida – que na verdade são para o crente momentos de bênção e crescimento espiritual! – o apóstolo Paulo ainda recomendava: “Alegrai-vos sempre no Senhor. Repito: alegrai-vos! O Senhor está próximo. Não vos inquieteis com coisa alguma! Em todas as circunstâncias apresentai a Deus as vossas preocupações e desprendei-vos delas mediante a oração, com súplicas e acção de graças” (Fil. 4:4-6).
A alegria cristã é uma das manifestações da santidade de vida. Ela brota no coração daquele que conseguiu, pela fé, “descansar”  e “repousar” em Deus, mesmo no meio das tempestades mais violentas. Saber superar as horas difíceis no “combate da fé” tornar-nos-á cada vez mais semelhantes a Cristo. O apóstolo João lembra-nos que “a vitória que vence o mundo é a nossa fé” (1 João 5:4)!

Igualmente Paulo recomendava aos efésios dizendo-lhes: “sobretudo, embraçai o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno” (Ef. 6:16). Diante das dificuldades de cada momento, a resposta da fé há-de segredar-nos: “não te inquietes, confia em Mim, a minha graça mais uma vez será suficiente para ti!"

Importa não permitir que as nossas almas se amedrontem, entrem em pânico ou fiquem perturbadas. O salmista questionava-se quando a angústia o atacava em momentos amargos e de esperança enfraquecida: “Por que estás abatida, ó minha alma? Por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei, Ele é o meu auxílio e o meu Deus” (Salmo 42:5).

A alma incrédula e amedrontada não consegue orar nem louvar o seu Criador. Torna-se fraca. E e é isso que o diabo quer. É preciso, com recurso à utilização do “escudo da fé” (Ef. 6:16), resistir a tudo o que nos queira amedrontar. Uma das melhores maneiras de reagir nas difíceis horas do desânimo é através da “oração de louvor”. O salmista expressava a sua fé cantando: “Bendiz, ó minha alma, ao Senhor, e tudo o que há em mim bendiga o Seu santo nome!” (Salmo 103:1).

Particularmente nas horas difíceis é importante saber contemplar a bondade de Deus e a Sua glória e misericórdia reflectidas ao redor, inclusive na própria Criação, dando graças ao Criador e permanecendo confiantes nas Suas maravilhosas promessas,  seguros de que “até  os cabelos das vossas cabeças estão todos contados” (Mateus 10:30) e  que “nenhum passarinho cai por terra sem o consentimento de vosso Pai Celestial” (Mateus 10:29).  

ANDAMOS POR FÉ E NÃO PELO QUE VEMOS – 2 Coríntios 5:7 (1)


Viver pela fé é lutar contra o medo que nos quer paralisar e retirar  capacidade de luta! A Palavra de Deus diz-nos que “o justo viverá por fé” (Rom. 1:17); e também que “sem fé é impossível agradar a Deus” (Heb. 11:6). O crescimento na fé é um processo diário e contínuo resultante da constante renovação da nossa confiança em Jesus.

O Senhor repreendeu os seus apóstolos várias vezes por causa da falta de fé deles. Ora, se os apóstolos, que andavam com Jesus, tiveram falta de fé, então para nós às vezes as coisas podem também não ser fáceis! Por isso, precisamos de orar como aquele pai que dizia: “eu creio, Senhor, mas aumenta a minha fé!” (Mc. 9:24).

Viver por fé tem que  ver com a nossa capacidade de nos abandonarmos nas mãos de Deus porque confiamos n’Ele. E é o que Deus mais espera de nós. Nosso Pai Deus alegra-se por ver que os filhos confiam n’Ele.  Sem fé é impossível agradar a Deus e sem fazer a Sua vontade não Lhe agradamos.
A vida vivida por fé não é fácil. Só pela graça de Deus, em comunhão com Cristo e com muita oração. Trata-se de um exercício contínuo de confiança em Deus, especialmente nas horas mais difíceis. Então, a fé vem em nosso auxílio e encoraja-nos, permitindo exclamar como Paulo: “tudo posso naquele que me fortalece!” (Fl. 4:13).
Se andamos por fé e não por vista (2 Cor. 5:7), temos de acreditar e confiar no que nos diz a Palavra de Deus: “Não vos sobreveio tentação alguma que ultrapassasse as forças humanas. Deus é fiel: não permitirá que sejais tentados além das vossas forças, mas com a tentação ele vos dará também os meios de suportá-la e sairdes dela” (1Cor. 10:13).

É na hora mais escura que temos de responder a nosso Pai Celestial com aquela linguagem de fé semelhante à de Job quando disse a sua esposa: “Aceitamos a felicidade da mão de Deus; não devemos também aceitar a infelicidade?” (Job 2:10). Ou, ainda, como quando perdeu todos os filhos e todos os bens materiais e, mesmo assim, se manteve fiel ao Senhor e confiante, afirmando: “Nu saí do ventre da minha mãe, e nu voltarei. O Senhor o deu o Senhor o tirou; bendito seja o nome do Senhor!” (Job 1:21).   (continua)

A ALEGRIA QUE VEM D E DEUS


Deus quer encher nossos corações daquela alegria que é fruto do Espírito Santo. A Bíblia convida-nos à alegria no Senhor: “regozijai-vos sempre no Senhor, outra vez digo: regozijai-vos!” Pensar naquilo que Deus é e naquilo que Ele tem feito e faz por nós… será sempre uma fonte de preciosa alegria!  

Deus criou regras não para nos amordaçar, mas para nos libertar! Quando seguimos Jesus, encontramos a alegria de ficar livres do pecado e livres de nós próprios, já que o homem, por vezes, é mesmo seu pior inimigo e o pecado traz sempre dor e tristeza. “Pois me alegraste, Senhor, pelos teus feitos; exultarei nas obras das tuas mãos” (Salmo 92:4).

Muita da nossa tristeza resulta de focarmos a nossa atenção apenas nas coisas negativas da vida. Mas Deus faz muitas coisas boas continuamente. Quando nos lembramos das inúmeras bênçãos recebidas de Deus, não é difícil descobrir alegria pura e gratidão invadindo as nossas almas.

O Salmista reconhecia que tudo o que ele era e tinha se devia à imerecida graça de Deus: “Tornaste o meu pranto em regozijo, tiraste o meu cilício, e me cingiste de alegria; para que a minha alma te cante louvores, e não se cale. Senhor, Deus meu, eu te louvarei para sempre” (Salmo 30:11-12).

Deus é fiel. Nunca falha. Nem desvaloriza ou passa de moda! É sempre actual e está sempre connosco. Jamais nos abandonará, quaisquer que sejam as circunstâncias. Que grande motivo para nos alegrarmos!

“Busquei ao Senhor, e Ele me respondeu, e de todos os meus temores me livrou. Olhai para Ele, e sede iluminados; e os vossos rostos jamais serão confundidos” (Salmo 34:4-5).  


LÁGRIMAS DOS CRENTES EM CRISTO NUNCA SÃO EM VÃO



Quantas vezes temos chorado e nos temos sentido sozinhos, sem ninguém para nos confortar? Será que Deus ainda se importa connosco? Ou já se esqueceu e nos abandonou? A Bíblia tem esta resposta maravilhosa:

Tu contaste os meus passos quando sofri perseguições; recolheste as minhas lágrimas na tua taça; não estão elas inscritas no teu livro?” (Salmo 56:8). 

Deus vê as nossas lágrimas. Sabe o que estamos vivendo neste preciso momento. Importa-se connosco. Ama-nos. Cada lágrima derramada por Seus filhos fica cuidadosamente guardada. Deus nunca não nos abandona.

Se o Senhor guarda lágrimas é porque são importantes para Ele. Deus tem um plano para as nossas vidas e nelas a tristeza não é em vão nem dura para sempre. Podemos até não ver qual é o Seu plano, mas sabemos que Deus está no controlo. Ele cuidará de nós!

Os tempos de incerteza podem ser um desafio para a nossa fé. Mas não estamos sozinhos! Deus está sempre connosco e não irá abandonar-nos nas dificuldades. Nunca. Mesmo quando não sentimos a Sua presença, Ele está lá. Bem pertinho. Velando por nós!

Às vezes as emoções podem ser enganosas. Só porque sentimos que que Deus parece estar demasiado longe não significa que isso seja mesmo verdade! O problema pode ser nosso. Pode estar naquilo que diz o nosso enganoso coração. Por isso, ouçamos, antes, a voz de Jesus:

"Em verdade, em verdade, eu vos digo que chorareis e vos lamentareis, e o mundo se alegrará; vós ficareis tristes, mas a vossa tristeza se converterá em alegria" (João 16:20).

Os dias de tristeza também terminam! Na hora própria Deus vai restaurar a nossa alegria, porque Ele nos ama incondicionalmente e nos assegura na Sua Santa Palavra: “O choro pode durar uma noite; mas a alegria vem pela manhã” (Salmo 30:5).  

Confiemos na Palavra de Deus. Nesta vida, todos havemos de passar por tempos de tristeza, mas são sempre experiências temporárias. A alegria de Deus é mais forte que a nossa tristeza humana. E a alegria do Senhor  é a nossa força!



DE ONDE VEM O NOSSO SOCORRO?


Em quê ou em quem é que verdadeiramente confiamos para nos proteger? Na polícia? Nos amigos? No dinheiro? Na família? Na nossa força ou reputação?... Claro que todos esses valores são importantes mas nenhum deles é verdadeiramente seguro.

Na Bíblia, o Salmo 121 da Escritura Sagrada mostra-nos em quem é que realmente podemos e devemos confiar para estarmos verdadeiramente seguros: “Elevo os meus olhos para os montes; de onde me vem o socorro? O meu socorro vem do Senhor, que fez os céus e a terra.”  

Deus não é como as coisas e valores deste mundo, por mais importantes que estas possam ser. Deus nunca dorme…não precisa de descansar…não perde a Sua força….não desvaloriza… é sempre actual… nunca passa de moda! Deus tem todo o poder e diz-nos: se dependeres de mim, terás tudo o que precisas.  

Quando olhamos ao redor, para o que está acontecendo à nossa volta, os problemas podem parecer muito grandes. Será que ainda existe alguma segurança no mundo? Em Deus, existe! Ele é maior que todos os problemas e perigos. Nada é mais poderoso que Deus. Por isso podemos pôr toda a nossa confiança n’Ele!

Todos nós enfrentamos problemas. Mas se Deus é por nós, quem será contra nós? Com Deus do nosso lado, o verdadeiro mal não nos conseguirá atingir. O Salmo 121 compara Deus com uma sombra que nos protege: “O Senhor é quem te guarda; o Senhor é a tua sombra à tua mão direita. De dia o sol não te ferirá, nem a lua de noite”.

Quando Deus está do nosso lado, Ele nos protege dos piores ataques. Se realmente amamos Jesus; se já O aceitámos como nosso Salvador pessoal, então não precisamos de ter medo. Ele é a nossa segurança. Deus não muda e nunca vai nos abandonar, mesmo nas situações mais difíceis.

Isso não significa, claro, que eventualmente não possamos vir a sofrer…, mas, sabemos que em todas as circunstâncias das nossas vidas Deus está sempre connosco e Jesus está sempre protegendo as nossas almas, que já Lhe pertencem. Não há razão, pois, para ter medo. Confiemos as nossas vidas nas mãos de Deus. Ele cuidará de nós!


1 Elevo os meus olhos para os montes; de onde me vem o socorro?   
2 O meu socorro vem do Senhor, que fez os céus e a terra.   
3 Não deixará vacilar o teu pé; aquele que te guarda não dormitará.   
4 Eis que não dormitará nem dormirá aquele que guarda a Israel.   
5 O Senhor é quem te guarda; o Senhor é a tua sombra à tua mão direita.  
6 De dia o sol não te ferirá, nem a lua de noite.   
7 O Senhor te guardará de todo o mal; ele guardará a tua vida.   
8 O Senhor guardará a tua saída e a tua entrada, desde agora e para sempre. 
  

JUSTIFICAÇÃO PELA GRAÇA DE DEUS E MEDIANTE A FÉ EM JESUS CRISTO



“Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo, por intermédio de quem obtivemos igualmente acesso, pela fé, a esta graça na qual estamos firmes; e gloriamo-nos na esperança da glória de Deus” (Romanos 5:1-2).

A justificação do crente em Jesus Cristo é uma ‘declaração legal’, única e com resultados permanentes, feita por Deus e que significa ”declarar justo” ou “inculpável”, diante de Si, um pecador arrependido e salvo somente com base na sua fé nos méritos da justiça perfeita de Cristo, tendo em conta o Seu sacrifício expiatório feito de uma vez para sempre na cruz do Calvário.

Este ‘veredicto’ de Deus, concedido a todos os pecadores arrependidos que crêem nos méritos de Jesus para ser o seu Salvador pessoal, inclui duas vertentes fundamentais que convém não esquecer: (1) Perdão da culpa e do merecido castigo em consequência dos nossos pecados; (2) imputação da justiça perfeita de Cristo, inclusive a Sua obediência humana perfeita à lei de Deus, cumprida por amor de nós e em nosso lugar (cf. Romanos 5:19;1 Coríntios 1:30;2 Coríntios 5:21; Filipenses 3:9).

O crente salvo recebe assim esse ‘dom’ da graça de Deus somente pela fé em Jesus Cristo (Romanos 3:22,25), totalmente à parte de quaisquer méritos pessoais ou obras humanas, e unicamente com base no pagamento adequado feito “em Cristo Jesus” para redimir os pecadores da merecida pena e do poder do pecado. Este pagamento “em Cristo” foi apresentado por Jesus e satisfez plenamente a justiça de Deus Pai.

A morte cruel de Cristo na cruz foi ‘propiciatória´, isto é, para “apaziguar” a justiça de Deus e a santidade divina ofendidas pelos nossos pecados. Na realidade, o ser humano não era nem é capaz de satisfazer a santa justiça de Deus, a não ser por intermédio do sacrifício de Cristo. Somos, portanto, plenamente perdoados só porque Deus olha para nós e nos vê “em Cristo Jesus”.

Justificados pela graça de Deus e mediante a fé no sacrifício de Jesus, os crentes salvos entram num processo de santificação em consequência do qual se espera o aparecimento de boas obras. Porém, não são as boas obras do crente que preservam a  sua eterna salvação, pois ele fica indissoluvelmente ligado ao Senhor graças unicamente à sua nova posição "em Cristo" diante de Deus.

Surgirão evidências na vida do crente como reflexos da sua nova e eterna comunhão com o Salvador e em resultado da sua justificação. Por exemplo: 

(1) Temos paz com Deus…
(2) Permanecemos na eterna graça de nosso Pai Celestial…
(3) Vivemos na alegria e na esperança da glória de Deus…
(4) As nossas provações não são vãs, pois estão formando em nós o carácter de Jesus…
(5) O amor de Deus foi graciosamente derramado em nossos corações…
(6) Temos assegurado o livramento da ira de Deus e do Seu julgamento futuro contra o pecado…
(7) Estamos  agora eternamente reconciliados com Deus!

Assim, justificados pela graça de Deus e mediante a nossa fé nos méritos de Jesus, recebemos uma salvação plena e eterna: Cristo morreu por nós; Cristo vive em nós; Cristo vai voltar para nos receber para Si mesmo a fim de que, onde Ele está estejamos nós também, para todo o sempre. Aleluia! 

A INDESCRITÍVEL BÊNÇÃO DE CONFIAR EM CRISTO PARA A SALVAÇÃO



Mas agora, em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto” (Efésios 2:13).

Conhecer o Senhor Jesus Cristo é amar o Senhor Jesus Cristo. Difícil se torna amar verdadeiramente alguém que não conhecemos. E, para conhecer Cristo, importa confiar n’Ele para a salvação aceitando-O, mediante a fé, como nosso Salvador pessoal. Depois, é preciso prosseguir o percurso da vida cristã com determinação para alcançar o alvo supremo da vocação celestial de Deus em Cristo Jesus (Fil. 3:14).

A nossa maturidade cristã é forjada enquanto nesse percurso enfrentamos provas e lutas, dores e sofrimento, aflições e ‘espinhos na carne’, sempre em comunhão com Nosso Senhor Jesus Cristo que nos advertiu: “Tenho-vos dito estas coisas, para que em mim tenhais paz. No mundo tereis tribulações; mas tende bom ânimo, eu venci o mundo” (João 16:33). 

O crente em Jesus Cristo jamais deve esquecer que Deus nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nas regiões celestiais em Cristo (Efésios 1:3). É uma bênção maravilhosa, que nos suaviza a vida, sabermos e termos consciência de que estamos pela fé indissoluvelmente ligados ao Senhor Jesus Cristo que, na glória celestial, participa agora em tudo naquele circulo abençoado de amor e perfeita comunhão com o Pai (João 17:4-5).

Há muitos crentes que ainda não conhecem Jesus em toda a Sua glória, para além da Sua ressurreição e ascensão. Na verdade o Senhor Jesus Cristo viveu entre nós, esteve ao nosso lado aqui, na dimensão humana, e ao mesmo tempo glorificou o Pai perfeitamente tanto na Sua vida como na Sua morte. Mas agora Cristo está do outro lado, do lado de lá, do Seu próprio lado, e é aí que nós, os filhos e filhas de Deus, pela fé, inteligentemente, podemos, ainda que vagamente, perceber a vastidão da nossa admirável nova vida n’Ele!

Com a Sua morte substitutiva em nosso lugar e a nossa identificação, pela fé, no Seu sepultamento, ressurreição e ascensão, Jesus transferiu para o lado d’Ele os crentes renascidos, de modo que, agora, de certa maneira, assim como Ele é estamos nós neste mundo; e na medida em que repousamos n’Ele e estamos plenamente descansados, vivemos também em íntima comunhão com Aquele que nos libertou para, realmente, ter comunhão connosco e nos transformar.

“Portanto, dessa forma conhecemos o amor que Deus tem por nós e confiamos plenamente nesse amor. Deus é amor, e aquele que permanece no amor permanece em Deus, e Deus, nele. Dessa forma, o amor é aperfeiçoado em nós, a fim de que tenhamos total segurança no Dia do Juízo, pois, assim como Ele é, nós semelhantemente somos neste mundo. No amor não existe receio; antes, o perfeito amor lança fora todo medo. Ora, o medo pressupõe punição, e aquele que teme ainda não está aperfeiçoado no amor” (1 João 4:16-18).

“Sendo assim, irmãos, temos plena confiança para entrar no Santo dos Santos mediante o sangue de Jesus, por um novo e vivo Caminho que Ele nos descortinou por intermédio do véu, isto é, do seu próprio corpo” (Hebreus 10:19-20). Aleluia!


ESTÁ CONSUMADO!




“Eu glorifiquei-te na terra, tendo consumado a obra que me deste a fazer…E, quando Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito” (João 17:4; 19:30).

Estas são consideradas as últimas palavras de Jesus na cruz. O verbo ‘consumar’ acentua a ideia de se ter chegado ao fim de uma determinada tarefa. Neste caso, toda a obra da redenção fora completada e o preço exigido pela justiça divina para o pagamento do nosso pecado foi total e definitivamente pago por Jesus Cristo na cruz do Calvário.

A exclamação de Jesus tem profundo significado e expressa a Sua vitória triunfante sobre o pecado, Satanás e a morte. Afinal, foi para realizar esse projecto que Cristo nasceu neste mundo, esvaziando-se da Sua glória celestial e assumindo a forma de um escravo humano que veio buscar e salvar o que estava perdido, chamando e convidando os pecadores ao arrependimento. Jesus nasceu entre nós, fez-se homem, para ser oferecido como ‘Cordeiro de Deus’ em propiciação por nossos pecados.

Naquele momento, com o Seu grito na cruz, Cristo não estava simplesmente afirmando o óbvio, ou seja: que a Sua vida humana havia terminado. Jesus estava declarando também que, realmente, os nossos pecados foram definitivamente perdoados. Sim, Jesus estava falando de mim e de si, estimado(a) leitor(a), falava de nós! Será que temos consciência disso? Vale a pena tentarmos pessoalizar estas palavras de Jesus, pois quando o Senhor as pronunciou, realmente Ele pensava em mim e pensava em ti. Jesus pensava em nós!

Desde a minha infância que, com o ensino de meus pais, tenho acreditado que Jesus morreu pelos nossos pecados. Para mim, aceitar esse facto generalizado já significava que todos os que assim críamos estávamos perdoados pela graça de Deus. Mas… e se, agora, eu pensar mais pessoalmente, ou seja: que foi realmente por mim, pela minha pessoa, por minha causa que Jesus morreu? De facto, Cristo morreu por causa dos meus pecados! Foi por mim! Graças a esse sacrifico, estou agora perdoado! Sem quaisquer méritos meus ou pré-condições. Simplesmente pela graça de Deus e mediante a minha fé nos méritos do sacrifício de Jesus feito em meu lugar. Que maravilha!  

Hoje, estimado(a) leitor(a), ao considerar o que aconteceu nesse dia, quando Jesus foi crucificado em meu, em nosso lugar… ao considerar as últimas palavras do meu, do nosso Salvador… ao ponderar naquele momento de dor e profunda angústia em que, em Seu espírito, Jesus sofreu de maneira indizível a pensar em si… em mim…  tentemos pronunciar repetidamente essas palavras em voz alta: “quando Jesus na cruz exclamou: 'está consumado’, Ele estava pensando em mim pessoalmente… e falando para mim pessoalmente!”

Na verdade, Jesus morreu pensando em nós… e para conceder o perdão dos pecados a todos os que pela fé O aceitam como seu Salvador pessoal. Se for preciso, esmaguemos para sempre a mentira que talvez procure convencer-nos de que os nossos pecados são demasiado graves ou numerosos para ELE nos perdoar. Não. Não são. Inclusive, podemos até anotar numa das páginas da nossa Bíblia o seguinte: “quando Jesus morrendo na cruz exclamou: 'está consumado’, Ele estava mesmo a pensar em mim pessoalmente… e também falando pessoalmente de mim e para mim”. Muito obrigado, Senhor, porque tudo está consumado!

ALCANÇANDO VITÓRIA SOBRE O SOFRIMENTO



Na hora de dor ou sofrimento, o ânimo decresce e a comunhão com Jesus pode tornar-se difícil. Mas a Bíblia tem palavras que precisamos ouvir… ler…meditar para, através delas, alcançar a vitória. No meio do sofrimento, quando o tempo parece passar mais lentamente, Deus quer ajudar.


1.UMA PROMESSA DE VITÓRIA. “Tenho-vos dito estas coisas, para que em mim tenhais paz. No mundo tereis tribulações; mas tende bom ânimo, eu venci o mundo” (João 16:33).
Nunca estamos sozinhos. Jesus está connosco. Ele pode e quer ajudar. Neste mundo, passou por todo tipo de sofrimento e venceu! Podemos confiar-Lhe as nossas vidas: Jesus vai ajudar-nos a resistir e ultrapassar o actual sofrimento. Confiemos Nele. A sua graça é suficiente (2 Coríntios 12:9).

2. SEGURANÇA EM TODOS OS MOMENTOS. “Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem anjos, nem principados, nem coisas presentes, nem futuras, nem potestades, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor” (Romanos 8:38,39). 
O sofrimento não é sinal que Deus nos abandonou. Faz parte integrante da vida cristã. Se realmente amamos Jesus, não há nada neste mundo que possa separar-nos dele! O Senhor jamais irá abandonar-nos. Pelo contrário, Ele estará sempre do nosso lado para nos confortar e fortalecer. E vai ajudar-nos a alcançar e reconhecer a vitória que alcançámos através do sofrimento.

3. UMA VITÓRIA MAIOR À NOSSA ESPERA. “Por isso não desfalecemos; mas ainda que o nosso homem exterior se esteja consumindo, o interior, contudo, se renova de dia em dia. Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós cada vez mais abundantemente um eterno peso de glória” (2 Coríntios 4:16,17).  
Nesta vida, sempre vamos ter vai que enfrentar sofrimento e dor. Mas esses momentos não vão durar para sempre. Com Jesus, temos inclusive assegurada a promessa de uma vitória eterna! Depois dos sofrimentos desta vida, os crentes em Cristo receberão a grande recompensa da vida eterna no Céu. Lá, não haverá mais dor nem sofrimento, por toda a eternidade.

Sejamos fortes corajosos diante do sofrimento. Não desistamos. Nunca. Se for correctamente encarado, duas bênçãos, pelo menos, dele resultarão:
1. Deus será glorificado pela nossa atitude e capacidade para confiar Nele e depender da Sua graça quando, por vezes, nada depende de nós.
2. Experimentaremos crescimento espiritual que doutra maneira não teria sido possível e o nosso caracter ficará mais parecido com o de Jesus – o “servo sofredor” (Isaías 53:1-12).   



LIÇÕES IMPORTANTES DA RESSURREIÇÃO DE JESUS PARA OS CRENTES


A ressurreição de Jesus foi o maior acontecimento da História da humanidade! Naquele dia, o mundo mudou para sempre. Esse evento maravilhoso tem para nós alguns preciosos ensinamentos acerca de Jesus:

JESUS VENCEU A TENTAÇÃO. Porque não temos um sumo-sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém, um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado” (Hebreus 4:15).

A obra propiciatória de Cristo está relacionada com o Seu ministério na qualidade de sumo-sacerdote. Ao tomar a natureza humana, Cristo demonstra a Sua misericórdia para com a humanidade e a Sua obediência ao Pai para satisfazer a exigência divina por causa do pecado e obter o perdão total para o seu povo.

A Bíblia diz que o salário do pecado é a morte, mas Jesus nunca pecou! Por isso, ele não podia continuar morto. Ao longo da Sua vida na terra, o Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, enfrentou inúmeras tentações mas nunca cedeu ao pecado. Ele nos mostrou que, com a Sua presença em nós é possível, no poder do Espírito Santo, vencer a tentação e, consequentemente, sair vitorioso sobre o pecado.

O ministério de Cristo como nosso sumo-sacerdote garante não apenas a empatia connosco, mas também a absolvição do nosso pecado (1 João 1:9). Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna. Tudo por intermédio de Jesus Cristo, nosso Senhor e nosso Advogado junto do Pai! (1 João 2:1).

A MORTE TAMBÉM FOI VENCIDA. Sabendo que, tendo sido Cristo ressuscitado dentre os mortos, já não morre; a morte não mais tem domínio sobre ele.” (Romanos 6:9).

Cristo não só morreu para o pecado em relação ao castigo deste, ou seja, cumprindo para sempre, em nosso lugar, todas as exigências da lei, mas também destruiu perpetuamente o poder do pecado sobre os filhos adoptivos de Deus. Aqueles que Lhe pertencem e devem aceitar pela fé tudo o que Deus já lhes revelou ser verdadeiro, inclusive considerarem-se agora mortos para o pecado mas vivos para Deus pela fé em Jesus Cristo.

Porque estamos em Cristo e Ele morreu em nosso lugar, também somos considerados mortos com Ele. Morremos para o pecado não no que diz respeito à luta diária dos crentes para vencer o mal, mas sim em relação a um acontecimento único, pontual, completado no passado, ou seja: estamos em Cristo e Ele morreu em nosso lugar!

Uma vez que estamos agora unidos a Jesus pela fé, a Sua morte e o Seu sepultamento tornaram-se nossos, bem como a Sua ressurreição, pois Deus até já nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus! (Efésios 2:6).

HÁ ESPERANÇA EM JESUS PARA QUEM NELE CRÊ. Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá; e todo aquele que vive, e crê em mim, nunca morrerá. Crês tu isto?” (João 11:25-26).

Com a Sua ressurreição, Jesus Cristo provou que só Ele pode ressuscitar os mortos. Não existe ressurreição ou vida terna fora do Filho de Deus. Somente mediante a nossa fé Nele, como nosso Salvador pessoal, podemos ser eternamente salvos e ter acesso à presença de Deus. Ele é a verdade de Deus (João 1:14), a vida de Deus (João 1:4;3:15;11:25) e o único Caminho para o Pai! (João 14:6).

Jesus continua vivo! Ele derrotou a morte e agora está junto ao Pai. Isso significa que a morte perdeu o seu poder sobre Ele e, consequentemente, sobre nós também. Jesus mostrou que a morte dos nossos corpos não é o fim. Há esperança! Assim como Jesus ressuscitou, também iremos ressuscitar. Jesus promete a vida eterna a todo aquele que n’Ele crê. A morte já não deve ser motivo de medo ou desespero! Em Jesus Cristo podemos, de facto, encontrar e receber vida nova, sem limites, eterna!


ADMIRÁVEIS BENEFÍCIOS CRISTÃOS DA RESSURREIÇÃO DE JESUS


“Ora, se se prega que Cristo ressuscitou dentre os mortos, como dizem alguns dentre vós que não há ressurreição de mortos? E, se não há ressurreição de mortos, também Cristo não ressuscitou. E, se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé. E assim somos também considerados como falsas testemunhas de Deus, pois testificamos de Deus, que ressuscitou a Cristo, ao qual, porém, não ressuscitou, se, na verdade, os mortos não ressuscitam. Porque, se os mortos não ressuscitam, também Cristo não ressuscitou. E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados. E também os que dormiram em Cristo estão perdidos. Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens.” (1 Coríntios 15:12-19).

A ressurreição de Cristo confere aos seus beneficiários - os crentes salvos por Jesus Cristo – consequências positivas tanto para o presente como no porvir. Actualmente e na sua perspectiva espiritual, a ressurreição promove os crentes em Jesus à novidade de vida (Romanos 6: 4), permitindo-lhes experimentar, pela fé, antecipadamente, a vivência “nos lugares celestiais em Cristo Jesus” (Efésios 2: 6).

A verdade da ressurreição de Cristo serve também como fundamento para a realidade da justificação, recebida por aqueles que confiam somente na obra expiatória de Cristo, que “ressuscitou para nossa justificação” (Rom. 4:25). Assim, pela fé, entregamos os nossos pecados a Jesus e Deus perdoa-os, considerando-nos inculpáveis, porque tem em conta o sacrifício substitutivo realizado por Seu Filho amado, que foi feito pecado por nós “para que, Nele fôssemos feitos justiça de Deus” (2 Co 5:21).

Em 1 Coríntios 12:15-19, Paulo descreve à igreja de Corinto a conclusão lógica de duvidarem da ressurreição. O raciocínio do apóstolo é o seguinte:
1. Negar que os crentes serão ressuscitados é negar que Cristo ressuscitou.
2. Negar que Cristo ressuscitou é considerar vã a nossa fé.
3. Se a nossa fé é vã, então ainda permanecemos em nossos pecados.
4. Se nós, que confiamos em Cristo para a salvação, ainda estamos em nossos pecados, então aqueles que já morreram em Cristo pereceram, e nós experimentaremos o mesmo destino.
5. Isto significaria que aqueles que, agora, ‘estão em Cristo’ são dignos de piedade, porque vão morrer em seus pecados e ficarão, consequentemente, separados de Deus.
6. Além disso, se Cristo não ressuscitou, nós, que somos crentes em Cristo, mentimos quando pregamos que Cristo foi ressuscitado!

Vemos, portanto, que, para o apóstolo Paulo, as consequências lógicas de duvidar da ressurreição corporal é assunto muitíssimo sério, pois a ressurreição do corpo é um aspecto vital da totalidade da redenção que desfrutamos em Cristo. O que está em jogo é nada menos que a nossa salvação eterna!

Paulo argumenta que Cristo, realmente, ressuscitou fisicamente e que esse facto garante que aqueles que Lhe pertencem também hão-de ressuscitar. A conclusão explícita é que existe um elo inquebrável entre a validade da ressurreição de Cristo e a  nossa ressurreição, de modo que, se não formos ressuscitados, então é porque Cristo também não ressuscitou! E o inverso também é verdadeiro: se Cristo não ressuscitou, também nós não seremos ressuscitados.

Mas se a ressurreição de Cristo é historicamente verdadeira, como cremos que é, isso deve influenciar a forma como entendemos os nossos corpos: a morte, realmente, não é o fim! O solo terreno serve apenas de “depósito”, ou local de descanso temporário, até que chegue o dia em que seremos chamados à glória para assumirmos a nossa nova estatura corpórea que, à semelhança do corpo de Jesus ressuscitado, nunca mais experimentará corrupção ou qualquer tipo de deterioração.   

Cristo prometeu e garantiu, através da Sua obra salvífica realizada a nosso favor, que nós, filhos e filhas de Deus pela fé em Jesus Cristo, O acompanharemos onde quer que Ele estiver. A nossa identificação com o Senhor Jesus ressuscitado é tal que, para onde Ele for, nós também iremos! E para onde é que Ele foi? Como Deus incarnado, Jesus foi preparar-nos um lugar e, quando Ele voltar em glória na segunda vinda para finalmente consumar Seu reino, levar-nos-á com Ele para esse lugar (João 14: 2-3). Não como meros seres espirituais, mas sim na qualidade de seres com corpos glorificados semelhantes ao Seu corpo glorioso da pós-ressurreição.

Mas de facto Jesus Cristo ressuscitou de entre os mortos, sendo Ele as primícias dos crentes que dormem nas sepulturas (1 Coríntios 15:20); é o símbolo, ou credencial que garante que virá o dia em que nos uniremos com Ele em glória. A ressurreição de Jesus foi a primeira, mas certamente não será a última (Atos 26:23). Como tal, nós também estaremos com Cristo e seremos semelhantes a Ele na Sua natureza corpórea, possuindo corpos físicos, que serão, como o Seu corpo físico glorificado, perfeitamente adequados para desfrutar uma eternidade na presença excelsa do nosso Criador e eterno Deus triuno!

De facto, nosso Senhor Jesus Cristo ressuscitou e vai voltar, trazendo com Ele em glória todo o Seu povo - independentemente do tratamento de seus corpos após a morte - para uma vivência eterna, com Ele, em glória para nós agora inimaginável! (1 Coríntios 15:22; Cl 3: 3; 1Ts 4:16-17; 5: 9-10). A nossa actual união espiritual com Cristo, pela fé, implica que, de certa maneira, o que acontece com Ele na glória também acontece connosco aqui e agora. Já “fomos ‘ressuscitados’…e estamos juntamente com Ele ‘sentados nos lugares celestiais em Cristo Jesus’ (Efésios 2: 6).

Espiritualmente, e segundo o ensinamento bíblico, em resultado directo da nossa salvação já estamos mortos para o pecado e vivos para a justiça, pois fomos ressuscitados com Cristo e desfrutamos a Sua glória preeminente “nos lugares celestiais”, embora ainda não tenhamos recebido algo que Cristo já recebeu, isto é, a gloriosa ressurreição dos nossos corpos. É isso que espera todos os crentes em Cristo, e é isso que irá acontecer com a segunda vinda Jesus!

A nossa futura ressurreição será padronizada pelo que foi a Sua ressurreição: o evento histórico mais sublime e glorioso de sempre e o início do dominó escatológico que pôs em movimento a profetizada restauração de todas as coisas e que culminará com a ressurreição corporal de todos aqueles que estão indissoluvelmente unidos a Cristo pela fé. Seguramente, havemos, então, de ouvir a voz de Jesus dizer algo mais ou menos assim: “saí da sepultura, ó benditos de meu Pai, e experimentai a esperada ressurreição para a vida eterna!” (João 5: 28–29). E assim acontecerá!

A verdade da ressurreição de Cristo permite-nos, pois, considerar a nossa ressurreição como se ela já tivesse acontecido! Podemos afirmá-lo convictamente, com base no ensinamento bíblico. Neste domingo pascal, meu irmão e irmã em Cristo, quando, na acção e poder do Espírito Santo que em nós habita, afirmarmos: “Aleluia! Jesus ressuscitou!”, lembremo-nos também de que, a veracidade desta bendita proclamação garante-nos que o mesmo irá acontecer connosco e, então, havemos de dizer em atmosfera de alegria indizível: “Ressuscitámos! Aleluia! Verdadeiramente ressuscitámos!” E, assim, estaremos para sempre com Jesus!

Aleluia! Bendito seja o nome do Senhor!

“Portanto, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus. Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra; porque já estais mortos, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus. Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então também vós vos manifestareis com Ele em glória.” (Colossenses 3:1-4).