EM COMUNHÃO COM DEUS

Senhor Deus e nosso Pai Celestial,
Muito obrigado por enviares Jesus a fim de morrer na cruz do Calvário por nossos muitos pecados. 
Louvado seja o Senhor por ter tido pena da nossa condição de pecadores perdidos na escuridão das trevas.
Louvamos o Altíssimo Deus porque, em vez do nosso julgamento e consequente condenação eterna, o Senhor providenciou-nos Seu Filho unigénito muito amado para que pudéssemos ser eternamente salvos. Esse foi o propósito da encarnação, e é esse o significado do verdadeiro Natal de Jesus. Aleluia!
Bendito seja o nome do Senhor!

JESUS - ACEITO OU REJEITADO NESTE SEU NATAL?


A presença de Jesus equivale a Deus aqui na terra. Foi o que aconteceu naquele primeiro Natal. O bebezinho dormindo “num leito de palhas” é o menino Deus. Nada menos que isso. Jesus é Deus Eterno nascendo e vivendo no meio dos seres humanos tendo em vista a nossa salvação.

A presença de Deus no meio dos homens trouxe consigo “novas de grande alegria”. Ele deveria ser o Salvador, capaz de levar todos os humanos ao arrependimento e conversão. Como poderia algum frágil mortal resistir à presença do seu Criador Eterno?

Mas… no seu evangelho o apóstolo João afirma logo no início: Jesus “Veio para o que era seu, mas os seus não o receberam” (João 1:11). De facto, naquele tempo, as “novas de grande alegria” duraram pouco. Jesus foi rejeitado por humanos a quem Ele mesmo dera a vida.

Rejeitado por Líderes Religiosos

Imaginamos que os líderes religiosos deveriam ser as pessoas mais próximas de Deus. Mas às vezes assim não acontece e Jesus descreveu tais pessoas como aqueles que praticam as suas obras com o fim de serem vistos pelos homens, vestem-se de maneira distinta de outras pessoas, amam os primeiros lugares em actividades sociais e religiosas e gostam de ser tratados com títulos de destaque (Mateus 23:5-7).

Hoje, apesar das advertências deixadas por Jesus, muitos homens ainda defendem os seus títulos religiosos e querem ser tratados em conformidade. Afirmam ter uma “posição” especial, que merece maior respeito. Mas, assim como os fariseus e escribas criticados por Jesus, há hoje líderes religiosos que roubam e desrespeitam as Suas ovelhas.

Quando o Senhor observou o comportamento dos fariseus daquele tempo, criticou a religião deles por contrariar a vontade do Pai, interpelando-os: “Por que transgredis vós também o mandamento de Deus por causa da vossa tradição, invalidando a palavra de Deus, por causa da vossa tradição? Em vão Me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens” (cf. Mateus 15:3-9).

Com certeza muitos sentiram-se ofendidos quando Jesus lhes disse que seriam rejeitados por Deus. Os discípulos perceberam que os fariseus se escandalizaram, mas Jesus não amenizou a sua mensagem e continuou: “Toda a planta que meu Pai celestial não plantou será arrancada. Deixai-os; são condutores cegos guias de outros cegos. Ora, se um cego guiar outro cego, ambos cairão na cova” (cf. Mateus 15:12-14).

Rejeitado pelo Povo Escolhido

A rejeição dos líderes religiosos levou muitas “ovelhas” de Jesus a abandonarem o Senhor. Os judeus tiveram muitas vantagens ao conhecerem de perto o Deus do universo, recebendo mais informações sobre os Seus planos e vivendo numa posição privilegiada entre as nações. Mas Jesus experimentou amarga rejeição vinda do Seu próprio povo. São d’Ele estas palavras: “Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te foram enviados! Quantas vezes quis eu reunir os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintainhos debaixo das asas, e vós não o quisestes!” (Mateus 23:37). 

Exaltado por Deus

Independente da rejeição por parte dos homens, Jesus foi exaltado pelo próprio Deus Pai. O salmista tinha profetizado: “A pedra que os edificadores rejeitaram tornou-se a cabeça da esquina. Da parte do SENHOR se fez isto; maravilhoso é aos nossos olhos” (Salmo 118:22-23). Assim, os povos, os reis e os príncipes poderiam rejeitar o Filho de Deus, mas o Pai Deus constituiu-O Rei e Senhor, como podemos constatar nas porções bíblicas que abaixo transcrevemos:

“Homens israelitas, escutai estas palavras: A Jesus Nazareno, homem aprovado por Deus entre vós com maravilhas, prodígios e sinais, que Deus por ele fez no meio de vós, como vós mesmos bem sabeis; a este que vos foi entregue pelo determinado conselho e presciência de Deus, prendestes, crucificastes e matastes pelas mãos de injustos; ao qual Deus ressuscitou, soltas as ânsias da morte, pois não era possível que fosse retido por ela” (cf. Atos 2:22-24).

“E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos” (cf. Atos 4:12). E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está em seu Filho. Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida. Estas coisas vos escrevi a vós, os que credes no nome do Filho de Deus, para que saibais que tendes a vida eterna, e para que creiais no nome do Filho de Deus” (cf. 1 João 5:11-13).

E Nós? Que Faremos?

Particularmente neste tempo de Natal, vale a pena fazermos uma avaliação honesta e profunda sobre este assunto para tomarmos uma decisão sábia: que faremos com Jesus celebrado neste Natal? Rejeitamos a Sua Pessoa ou aceitamos a Sua proposta de salvação? Hoje, como há cerca de 2000 anos, quando Jesus foi rejeitado e crucificado, essa Pedra que os edificadores rejeitaram continua sendo o único caminho seguro para a nossa salvação eterna.

Não rejeite Jesus neste Natal! Seja, antes, receptivo e acolha-O como seu Salvador pessoal abraçando assim a vida eterna que Ele graciosamente lhe oferece. 

BOM NATAL, com Jesus nascido e sorridente em nossos corações!




FELIZ NATAL!



“Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: Estando Maria, sua mãe, desposada com José, antes de se ajuntarem, ela se achou ter concebido do Espírito Santo. E como José, seu esposo, era justo, e não a queria infamar, intentou deixá-la secretamente.  E, projectando ele isso, eis que em sonho lhe apareceu um anjo do Senhor, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber a Maria, tua mulher, pois o que nela se gerou é do Espírito Santo; ela dará à luz um filho, a quem chamarás JESUS; porque ele salvará o seu povo dos seus pecados” (Mateus 1:18-21).

GLÓRIA A DEUS NAS ALTURAS E PAZ NA TERRA


“Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens” 

Esta foi a primeira canção de Natal a elogiar o maravilhoso nascimento do nosso Salvador e Senhor Jesus Cristo. Foi o primeiro coro de louvor a dar as boas-vindas ao maravilhoso “presente” de Deus para toda a humanidade, cantado pelo exército celestial, escrito pela mão de Deus e inspirado por um acontecimento admirável que nunca antes havia acontecido e nunca mais acontecerá.

E neste simples refrão, podemos encontrar o grande propósito da visitação de Jesus, o âmago do Seu exemplo de vida entre nós, e os dois grandes desejos que Ele continua a ter para o nosso mundo.

Em primeiro lugar Cristo deseja que possamos viver vidas que consistentemente dêem glória a nosso Pai Celestial: “glória a Deus nas alturas”. A fim de dar glória a Deus, devemos esforçar-nos para representá-Lo bem onde estamos, na qualidade de Seus embaixadores neste mundo, permitindo que as pessoas vejam através do verniz das nossas vidas diárias e alcancem um vislumbre real do Seu amor projectado em nós.

Em segundo lugar o Senhor anseia que possamos viver em paz com os que nos cercam, expressando reflexos de “boa vontade” no convívio com todos, sem excepção.

Viver em paz é um desejo que todos os seres celestiais parecem desejar para a criação de Deus. Os anjos repetiram várias vezes esse desejo e também Cristo diz àqueles que O seguem que aceitem a Sua paz (João 14:27), acerca da qual a Bíblia diz que “excede todo o entendimento” (Filipenses 4:7).

Reconciliação faz parte do genuíno espírito do Natal: Deus enviaria o Seu único Filho para nascer pobremente e viver neste mundo para morrer na cruz do Calvário a fim de, assim, restabelecer a tão procurada paz entre a humanidade e o seu Criador. Não são, de facto, esses os dois presentes mais valiosos que, neste Natal, poderíamos oferecer e enviar de volta a Deus?

Que as famílias se reúnam, que os velhos amigos em eventual desentendimento façam as pazes, que todas as pessoas mudem a perspectiva do seu olhar e possam descobrir o dom da paz! Certamente seria esse o melhor caminho para glorificarmos o nome de Deus neste Natal, oferecendo-Lhe o “presente” que Ele nos ofereceu e que tanto deseja para todos nós – a Sua PAZ!

“A ninguém devolvais mal por mal. Procurai proceder correctamente diante de todas as pessoas. Empreendei todos os esforços para viver em paz com todos” (Romanos 12:17-18).  

“Esforçai-vos para viver em paz com todas as pessoas e em santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hebreus 12:14).

BOM NATAL!

CONQUISTAS ALCANÇADAS PELA MORTE SACRIFICIAL DE CRISTO NA CRUZ PARA TODOS OS QUE O ACEITAM COMO SEU SALVADOR PESSOAL


1)     REDENÇÃO
a)    Romanos 3:24 - "Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus."  

(1)  Deus, por sua excelsa graça, pode declarar-nos inocentes, não obstante as nossas iniquidades. Quando um juiz no tribunal declara um réu inocente, todas as acusações são retiradas de todos os registos. Legalmente, é como se a pessoa nunca tivesse sido acusada. Assim, quando Deus perdoa todos os nossos muitos pecados, a nossa vida fica completamente limpa. Na perspectiva de Deus, é como se nunca tivéssemos pecado. Ele nos declara inculpáveis diante d'Ele.
b)    (cf. tb. 1 Coríntios 1:30).
c)    (cf. tb. Gálatas 3:13).
d)    (cf. tb. Efésios 1:7).

2)    PROPICIAÇÃO
a)    Romanos 3:25 - "A Quem Deus  propôs como propiciação, pela fé, no seu sangue, para demonstração da sua justiça por ter Ele na sua paciência, deixado de lado os delitos outrora cometidos."  

(1)  Cristo morreu em nosso lugar, pagando assim o preço total e definitivo por todos os nosso pecados. Deus tem toda a razão em irar-se contra os pecadores, porque estes se rebelaram contra Ele e afastaram-se do seu poder divino para conceder vida. Porém, a morte de Cristo foi o sacrifício apropriado e designado pelo próprio Deus para que os nossos pecados fossem perdoados. Por isso, Cristo colocou-se em nosso lugar e pagou com a Sua morte o preço dos nossos pecados, permitindo assim que todos eles fossem perdoados e satisfazendo plenamente as exigências de Deus. O sacrifício de Jesus traz o perdão, a redenção e a liberdade que todos precisamos.
b)    (cf. tb. 1 João 2:2).
c)    (cf. tb. 1 João 4:10).

3)    RECONCILIAÇÃO
a)    Romanos 5:10-11- "Porque se nós, quando éramos inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida. E não somente isso, mas também nos gloriamos em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo, pelo qual agora temos recebido a reconciliação."  

(1)  O amor que levou Cristo a morrer por nós é o mesmo que enviou o Espírito Santo para viver em nós e iluminar os caminhos das nossas vidas, guiando-nos todos os dias. O poder que ressuscitou Jesus é o mesmo que nos salva e continua à nossa disposição no viver quotidiano, sobretudo quando tivermos de enfrentar desafios, lutas e provações. Para termos acesso ao amor e poder de Deus é necessário vivermos em comunhão com Cristo (João 15:5) e “estar em Cristo” significa:
(a)  Crer que Ele é o Filho de Deus (1 João 4:15).
(b)  Aceitá-Lo como Salvador pessoal e Senhor das nossas vidas (João 1:129.
(c)  Esforçar-se por viver diligentemente  em sintonia com a vontade de Deus (1 João 3:24).
(d)  Continuar crendo no Evangelho e amando a Palavra de Deus. (1 João 2;24).
(e)  Relacionar-se em atitude de amor com os outros crentes que formam connosco o “corpo de Cristo” (João 15:2).
b)    (cf. tb. 2 Coríntios 5:18-20).
c)    (cf. tb. Colossenses 1:22). 

TRANSFORMANDO TRISTEZA EM ALEGRIA PARA GLÓRIA DE DEUS


“Então ele lhes disse: Ó néscios, e tardios de coração para crerdes tudo o que os profetas disseram! Porventura não convinha que o Cristo padecesse essas coisas e entrasse na sua glória?” (Lucas 24:25-26). 

Às vezes podemos ficar tão angustiados, desanimados ou preocupados com as nossas circunstâncias que não nos damos conta da incrível bênção que Deus organizou em resultado de tudo aquilo que nos parece ser uma esmagadora tragédia. Foi o que aconteceu com os discípulos de Jesus logo após a cruel e dramática crucificação do Senhor. Ficaram tão profundamente afectados pela “desgraça” da crucificação, que quase perderam as maravilhosas bênçãos que a morte propiciatória de Cristo trouxe, não só para eles mas também para toda a humanidade.

A maioria dos judeus acreditava que as profecias do V. T. sobre o Messias apontavam para um líder militar e político capaz de libertar a nação do jugo estrangeiro e não para um libertador que viesse redimir as pessoas da escravidão do pecado. Por isso, quando Jesus foi morto os discípulos perderam toda a esperança e não entenderam que a crucificação de Jesus lhes oferecia a maior de todas as esperanças possíveis! Apesar do testemunho das mulheres, confirmado por alguns discípulos e profecias bíblicas sobre a ressurreição, eles ainda não acreditavam que Jesus verdadeiramente ressuscitou!

Hoje a ressurreição de Jesus ainda surpreende muitas pessoas. Apesar de terem passado mais de dois mil anos de testemunho do Evangelho, muitos ainda se recusam a acreditar que Jesus, realmente, ressuscitou. Para os discípulos, foi necessário que Cristo aparecesse vivo no meio deles dezenas de vezes para finalmente acreditarem. Hoje, de forma algo semelhante, impõe-se que a presença viva e testemunho dos crentes regenerados, em suas convicções e forma de viver, possam fazer a diferença clamando com acções e palavras: aleluia! Há vida nova porque, verdadeiramente, Jesus ressuscitou!

Naquele tempo, o Senhor chamou "néscios" aos discípulos porque, embora conhecessem bem as profecias bíblicas, falharam em entender que o sofrimento de Jesus era necessário pois seria o único caminho para a verdadeira glória! Tinham dificuldade em entender por que é que Deus não tinha feito nada para salvar Cristo da cruz! Estavam tão impressionados com o mundo e seu poderio político e militar, que ficaram como que “cegos” para os reais valores do Reino de Deus, inclusive que Deus continua no controlo da humanidade e que o amor divino é mais forte que o ódio e a verdadeira vida é mais poderosa que a morte”!

Após os dois discípulos a caminho de Emaús terem explicado a sua tristeza e confusão, Jesus respondeu-lhes amorosamente citando as Escrituras e aplicando-as ao Seu ministério. Ainda hoje, quando estivermos “confusos” com as eventuais situações complexas que a vida pode trazer-nos, também devemos encontrar precioso auxílio nas Escrituras Sagradas, talvez até auxiliados por irmãos mais experientes, capazes de nos explicar o ensino da Palavra de Deus aplicando-a à nossa situação específica. Por isso não podemos depreciar um “recurso” que Jesus nos deixou chamado igreja, formada por muitas pessoas, com dons espirituais diferentes, mas que têm em comum um coração transformado pelo poder do Salvador e sentem alegria em contribuir para o crescimento espiritual uns dos outros (cf. Romanos 12:4-5).

Deus permita que nos tornemos cada vez mais conscientes de que mesmo as maiores tragédias pelas quais tenhamos que passar podem ser transformadas em admiráveis vitórias, se tão-somente soubermos na hora própria esconder-nos em Cristo, permitindo que Ele seja também parte da nossa dor. Oxalá possamos estar preparados para deixar que o Senhor Jesus transforme os “obstáculos” da vida em alegres delícias espirituais (cf. 2 Cor. 12:0-10), porque somos capazes de, em atitude de submissão,  continuar confiando no Senhor em vez de nos “estribarmos”, ou “apoiarmos” no nosso próprio entendimento, emoções ou imaginação (cf. Provérbios 3:5-6).

ORAÇÃO:
Senhor, nosso Deus e nosso Pai Celestial, muito obrigado pela maneira como naquele tempo usaste a aflição e a dor dos teus queridos discípulos para nos ensinar que TU és poderoso para controlar tudo o que pode perturbar as nossas vidas, transformando tristezas em alegrias para nosso bem e glória para o Teu santo nome. Desvenda, Senhor, os nossos olhos para que possamos ver os maravilhosos ensinamentos da Tua Palavra e ajuda-nos a confiar sempre nos Teus planos, e propósitos, mesmo quando os nossos sentidos físicos, emoções e imaginação nos parecem sugerir o contrário. Aumenta, Senhor, a nossa capacidade de confiar em Ti, sempre para Teu louvor e glória. Oramos em nome de Jesus. Ámen!


ANDAMOS POR FÉ E NÃO NAQUILO QUE VEMOS (3) – 2 Coríntios 5:7

O apóstolo Paulo insistia na prática de orações de acção de graças em horas difíceis, ensinando: “Em todas as circunstâncias dai graças, porque esta é a vosso respeito a vontade de Deus em Jesus  Cristo” (1 Tes. 5:16). Dar graças em “todas” as circunstâncias é um grande acto de fé que  agrada altamente a Deus, nos santifica e fortalece a nossa fé e confiança, preparando-nos para enfrentarmos outros eventuais combates.

Muitas vezes encontramos na Bíblia esta sábia expressão: “Não temas!”  Para que afugentassem o medo, o apóstolo Paulo lembrava aos crentes da igreja em Roma o seguinte: “Se Deus é por nós, quem será contra nós?” (Rom. 8:31). E ainda: “Quem nos separará do amor de Cristo? Será a tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada?” (Rom. 8:35).

Também o salmista afugentava o medo cantando alegremente assim: “O Senhor é a minha luz e a minha salvação, a quem temerei? O Senhor é o protector da minha vida, de quem terei medo? Se todo um exército se acampar contra mim, o meu coração não temerá. Se se travar contra mim uma batalha, mesmo assim terei confiança” (Salmo 26:1-3).
O medo é sempre a nossa pior resposta perante as dificuldades. Convém-nos implorar ao Senhor que nos conceda a graça de nada temer. O Salmo 91 é uma bela e esperançosa oração usada pelo salmista para afastar para longe de si o medo, refugiando-se sob as asas do Altíssimo Deus. Vale a pena, se possível, memorizá-lo para o dizermos em qualquer circunstância adversa como a nossa oração de fé e inabalável confiança no Todo-Poderoso:
             SOB A SOMBRA DO ALTÍSSIMO
Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Todo-Poderoso descansará.   
Direi do Senhor: Ele é o meu refúgio e a minha fortaleza, o meu Deus, em quem confio.   
Porque ele te livra do laço do passarinho, e da peste perniciosa.   
Ele te cobre com as suas penas, e debaixo das suas asas encontras refúgio; a sua verdade é escudo e couraça.   
Não temerás os terrores da noite, nem a seta que voe de dia,   
nem peste que anda na escuridão, nem mortandade que assole ao meio-dia.   
Mil poderão cair ao teu lado, e dez mil à tua direita; mas tu não serás atingido.   
Somente com os teus olhos contemplarás, e verás a recompensa dos ímpios.   
Porquanto fizeste do Senhor o teu refúgio, e do Altíssimo a tua habitação,   
nenhum mal te sucederá, nem praga alguma chegará à tua tenda.   
Porque aos seus anjos dará ordem a teu respeito, para te guardarem em todos os teus caminhos.   
Eles te susterão nas suas mãos, para que não tropeces em alguma pedra.   
Pisarás o leão e a áspide; calcarás aos pés o filho do leão e a serpente.   
Porquanto tão encarecidamente me amou, também eu o livrarei; pô-lo-ei num alto retiro, porque ele conhece o meu nome.   
Quando ele me invocar, eu lhe responderei; estarei com ele na angústia, livrá-lo-ei, e o honrarei.   
Saciá-lo-ei com longevidade, e lhe mostrarei a minha salvação.  

(Salmos 91) 

ANDAMOS POR FÉ E NÃO PELO QUE VEMOS – 2 Coríntios 5:7 (2)



Caminhar pela fé, abandonando-se confiadamente nos braços do nosso Criador, sabendo que ELE nos ama incondicionalmente, é crer e aceitar de bom grado “toda” a vontade de Deus para a nossa vida, em qualquer situação ou circunstância, sem reclamar, mostrar ressentimentos, queixumes ou insatisfação. As piores ervas daninhas das nossas almas são arrancadas por Deus, amorosamente, através do fogo das provações.

Na noite mais escura, é preciso confiar e saber repetir as palavras de Paulo: “sei que tudo o que nos acontece, no seu conjunto, concorre para o bem daqueles que amam a Deus, dos que são chamados segundo o seu propósito” (Rom. 8:28). É preciso, pois, deixar que esta verdade bíblica tome conta dos nossos pensamentos, emoções, atitudes e acções!

Diante das provas e lutas da vida – que na verdade são para o crente momentos de bênção e crescimento espiritual! – o apóstolo Paulo ainda recomendava: “Alegrai-vos sempre no Senhor. Repito: alegrai-vos! O Senhor está próximo. Não vos inquieteis com coisa alguma! Em todas as circunstâncias apresentai a Deus as vossas preocupações e desprendei-vos delas mediante a oração, com súplicas e acção de graças” (Fil. 4:4-6).
A alegria cristã é uma das manifestações da santidade de vida. Ela brota no coração daquele que conseguiu, pela fé, “descansar”  e “repousar” em Deus, mesmo no meio das tempestades mais violentas. Saber superar as horas difíceis no “combate da fé” tornar-nos-á cada vez mais semelhantes a Cristo. O apóstolo João lembra-nos que “a vitória que vence o mundo é a nossa fé” (1 João 5:4)!

Igualmente Paulo recomendava aos efésios dizendo-lhes: “sobretudo, embraçai o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno” (Ef. 6:16). Diante das dificuldades de cada momento, a resposta da fé há-de segredar-nos: “não te inquietes, confia em Mim, a minha graça mais uma vez será suficiente para ti!"

Importa não permitir que as nossas almas se amedrontem, entrem em pânico ou fiquem perturbadas. O salmista questionava-se quando a angústia o atacava em momentos amargos e de esperança enfraquecida: “Por que estás abatida, ó minha alma? Por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei, Ele é o meu auxílio e o meu Deus” (Salmo 42:5).

A alma incrédula e amedrontada não consegue orar nem louvar o seu Criador. Torna-se fraca. E e é isso que o diabo quer. É preciso, com recurso à utilização do “escudo da fé” (Ef. 6:16), resistir a tudo o que nos queira amedrontar. Uma das melhores maneiras de reagir nas difíceis horas do desânimo é através da “oração de louvor”. O salmista expressava a sua fé cantando: “Bendiz, ó minha alma, ao Senhor, e tudo o que há em mim bendiga o Seu santo nome!” (Salmo 103:1).

Particularmente nas horas difíceis é importante saber contemplar a bondade de Deus e a Sua glória e misericórdia reflectidas ao redor, inclusive na própria Criação, dando graças ao Criador e permanecendo confiantes nas Suas maravilhosas promessas,  seguros de que “até  os cabelos das vossas cabeças estão todos contados” (Mateus 10:30) e  que “nenhum passarinho cai por terra sem o consentimento de vosso Pai Celestial” (Mateus 10:29).  

ANDAMOS POR FÉ E NÃO PELO QUE VEMOS – 2 Coríntios 5:7 (1)


Viver pela fé é lutar contra o medo que nos quer paralisar e retirar  capacidade de luta! A Palavra de Deus diz-nos que “o justo viverá por fé” (Rom. 1:17); e também que “sem fé é impossível agradar a Deus” (Heb. 11:6). O crescimento na fé é um processo diário e contínuo resultante da constante renovação da nossa confiança em Jesus.

O Senhor repreendeu os seus apóstolos várias vezes por causa da falta de fé deles. Ora, se os apóstolos, que andavam com Jesus, tiveram falta de fé, então para nós às vezes as coisas podem também não ser fáceis! Por isso, precisamos de orar como aquele pai que dizia: “eu creio, Senhor, mas aumenta a minha fé!” (Mc. 9:24).

Viver por fé tem que  ver com a nossa capacidade de nos abandonarmos nas mãos de Deus porque confiamos n’Ele. E é o que Deus mais espera de nós. Nosso Pai Deus alegra-se por ver que os filhos confiam n’Ele.  Sem fé é impossível agradar a Deus e sem fazer a Sua vontade não Lhe agradamos.
A vida vivida por fé não é fácil. Só pela graça de Deus, em comunhão com Cristo e com muita oração. Trata-se de um exercício contínuo de confiança em Deus, especialmente nas horas mais difíceis. Então, a fé vem em nosso auxílio e encoraja-nos, permitindo exclamar como Paulo: “tudo posso naquele que me fortalece!” (Fl. 4:13).
Se andamos por fé e não por vista (2 Cor. 5:7), temos de acreditar e confiar no que nos diz a Palavra de Deus: “Não vos sobreveio tentação alguma que ultrapassasse as forças humanas. Deus é fiel: não permitirá que sejais tentados além das vossas forças, mas com a tentação ele vos dará também os meios de suportá-la e sairdes dela” (1Cor. 10:13).

É na hora mais escura que temos de responder a nosso Pai Celestial com aquela linguagem de fé semelhante à de Job quando disse a sua esposa: “Aceitamos a felicidade da mão de Deus; não devemos também aceitar a infelicidade?” (Job 2:10). Ou, ainda, como quando perdeu todos os filhos e todos os bens materiais e, mesmo assim, se manteve fiel ao Senhor e confiante, afirmando: “Nu saí do ventre da minha mãe, e nu voltarei. O Senhor o deu o Senhor o tirou; bendito seja o nome do Senhor!” (Job 1:21).   (continua)