A SINGULARIDADE DO AMOR DE DEUS


“Amados, amemo-nos uns aos outros; porque o amor é de Deus; e qualquer que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor. Nisto se manifestou o amor de Deus para connosco: que Deus enviou seu Filho unigénito ao mundo, para que por ele vivamos. Nisto está o amor, não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou a nós, e enviou seu Filho para propiciação pelos nossos pecados. Amados, se Deus assim nos amou, também nós devemos amar uns aos outros.” (1 João 4:7-11)

Num mundo em que tanto se fala, escreve, discute acerca do amor, o AMOR DE DEUS continua e continuará a ser uma referência. Trata-se, pois, de um amor incondicional, que alguém já referiu como “Alguém que decide sair para fora de Si, de modo a beneficiar a pessoa a quem ama, mesmo que esta o não mereça.”

Não se trata, portanto, de mais uma emoção mas, sim,  de um acto de vontade, ou seja: um compromisso de Deus. Para consigo mesmo e para connosco. Isto é: Deus está comprometido a amar-nos sempre e sem pré-condições. Particularmente os que somos crentes em Jesus.

COMO SE MANIFESTA O AMOR DE DEUS?

1. Na Criação ou Natureza que nos rodeia. A selva… as montanhas… o mar… as estrelas… a chuva… o sol... as flores... as nuvens... as árvores… os pássaros… os peixes…os oceanos… o nascer e o pôr-do-sol… um sorriso de criança…Enfim: tudo isso e muito mais são manifestações ou expressões do amor de Deus!
    A Bíblia diz que “Os céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos.” (Salmo 19:1). Também nos lembramos do corinho que aprendemos quando ainda éramos crianças e que diz: ““Glorioso Deus, meus olhos deslumbrados ao contemplarem tua criação; estrelas mil, marés e trovoadas, o teu poder é revelado e então… então minha alma canta a Ti Senhor: glorioso és tu,quão grande és Tu!... ”

2. No Seu cuidado para connosco. É absolutamente admirável o facto de Deus, segundo a Bíblia, nos ter amado ainda antes da fundação do mundo! Notemos:
    João 17:24 “Pai, aqueles que me deste quero que, onde eu estiver, também eles estejam comigo, para que vejam a minha glória que me deste; porque tu me amaste antes da fundação do mundo.”
    Efésios 1:4-5 “Como também nos [aos que somos crentes em Jesus] elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor; E nos predestinou para filhos de adopção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade”.
 Paulo menciona que Deus "nos elegeu" para intencionalmente enfatizar que a nossa salvação depende totalmente d'Ele. Não somos salvos porque mereçamos, mas porque Deus é bondoso e graciosamente nos oferece a salvação.  Tudo o que podemos fazer é expressar o nosso agradecimento por esse maravilhoso amor.  

3. No facto de Cristo ter morrido na cruz  em nosso lugar. A Escritura Sagrada faz essa declaração, através do apóstolo Paulo em Romanos 5:8 dizendo: Mas Deus prova o seu amor para connosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores”. Ou seja: Deus enviou Jesus Cristo para morrer por nós, não porque fôssemos suficientemente bons, mas porque nos amava, mesmo antes de O termos procurado.
    Tal realidade concede-nos a indizível alegria que nasce da esperança que temos de sermos participantes da glória de Deus e da certeza de que as nossas aflições aqui e agora são, no fundo, a garantia da nossa filiação com Deus, pois, como repetidamente temos dito: “só quem transportar uma cruz virá, de facto, a receber uma coroa”!


NOMES DE DEUS NO ANTIGO TESTAMENTO


Os nomes de Deus usados na Bíblia, particularmente no Antigo Testamento, podem, além do mais, servir para melhor conhecer e compreender o carácter e a natureza do nosso Criador. Dado que, para nós, a Bíblia é a Palavra de Deus, os nomes que Ele escolhe para nela Se revelar têm também o objectivo de nos dar a conhecer quem Ele verdadeiramente é.

ELOHIM, “Deus”, expressando o Seu grande poder e força.
"ELOHIM" é o primeiro nome de Deus encontrado na Bíblia, e é utilizado em todo o Antigo Testamento mais de 2.300 vezes. 
Exemplos bíblicos:
No princípio, criou Deus os céus e a terra” (Genesis 1:1)
 Os céus manifestam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos. Salmo 19:1)

"EL" é um outro nome usado por Deus no Antigo Testamento. El é a forma simples decorrente de Elohim e é frequentemente usado em combinação com outras palavras para dar ênfase descritiva.
Notemos alguns exemplos:

EL-ELIOM, “Deus Altíssimo
 “E Melquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e vinho; e este era sacerdote do Deus Altíssimo. E abençoou-o e disse: Bendito seja Abrão do Deus Altíssimo, o Possuidor dos céus e da terra; e bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou os teus inimigos nas tuas mãos. E deu-lhe o dízimo de tudo.” (Genesis 14:18-20)

EL-OLAM, “Deus Eterno” ou “Deus da eternidade”
Não sabes, não ouviste que o eterno Deus, o Senhor, o Criador dos confins da terra, nem se cansa, nem se fatiga? Não há esquadrinhação do seu entendimento.  Dá vigor ao cansado e multiplica as forças ao que não tem nenhum vigor. Os jovens se cansarão e se fatigarão, e os jovens certamente cairão. Mas os que esperam no Senhor renovarão as suas forças e subirão com asas como águias; correrão e não se cansarão; caminharão e não se fatigarão.” (Isaías 40:28-31) 

EL-ROI, “Deus que vê”
E ela chamou o nome do Senhor, que com ela falava: Tu és Deus da vista, porque disse: Não olhei eu também para aquele que me vê?” (Genesis 16:13)

EL-SHADAI, “Deus Todo-Poderoso
Sendo, pois, Abrão da idade de noventa e nove anos, apareceu o Senhor a Abrão e disse-lhe: Eu sou o Deus Todo-Poderoso; anda em minha presença e sê perfeito.(Génesis 17:1)
Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Omnipotente descansará.”  (Salmo 91:1)

ADONAI, “Senhor dos Exércitos” expressando o absoluto senhorio de Deus.  “O filho honrará o pai, e o servo, ao seu senhor; e, se eu sou Pai, onde está a minha honra? E, se eu sou Senhor, onde está o meu temor? — diz o Senhor dos Exércitos a vós, ó sacerdotes, que desprezais o meu nome e dizeis: Em que desprezamos nós o teu nome?” (Malaquias 1:6)

YAHWEH , (Javé), “O SENHOR Deus”, expressando a Sua natureza eterna.
Trata-se do nome de Deus mais usado no Antigo Testamento (aproximadamente 7.000 vezes), e que é também conhecido como o "Tetragrama", que significa "as quatro letras" -  YHVH – e que tem a sua origem no verbo hebraico "ser".  É este o nome com que Deus Se revelou a Moisés na sarça-ardente.
Exemplo:
E disse Deus a Moisés: Eu Sou o Que Sou. Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: Eu Sou me enviou a vós. E Deus disse mais a Moisés: Assim dirás aos filhos de Israel: O Senhor, o Deus de vossos pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó, me enviou a vós; este é meu nome eternamente, e este é meu memorial de geração em geração. (Êxodo 3:14-15)

YHVH declara o ser absoluto de Deus - a fonte de tudo, a Causa primeira de todas as causas, Aquele que não tem começo e nem fim. Embora haja quem pronuncie YHVH como “Javé” ou "Jeová" ou "Yahweh", a verdade é que os estudiosos da Bíblia não sabem realmente qual é a pronúncia correta. Os judeus preferiram deixar de pronunciar este nome, cerca do ano 200 DC, com medo de quebrarem o mandamento que diz: "Não tomarás em vão o nome do Senhor teu Deus" (Êxodo 20:7). Hoje, os rabinos preferem usar o nome "Adonai" em vez de YHVH.
Como acontece com EL, o nome “JAVÉ” também se usa frequentemente em combinação com outras palavras para dar ênfase descritiva à natureza de Deus.
Exemplos:

JAVÉ- JIRÉ, “O Senhor Proverá
Então, levantou Abraão os seus olhos e olhou, e eis um carneiro detrás dele, travado pelas suas pontas num mato; e foi Abraão, e tomou o carneiro, e ofereceu-o em holocausto, em lugar de seu filho. E chamou Abraão o nome daquele lugar o Senhor proverá; donde se diz até ao dia de hoje: No monte do Senhor se proverá. (Genesis 22:13-14)

JAVÉ- MACADESSEM, “O Senhor que vos Santifica”
Tu, pois, fala aos filhos de Israel, dizendo: Certamente guardareis os meus sábados, porquanto isso é um sinal entre mim e vós nas vossas gerações; para que saibais que eu sou o Senhor, que vos santifica.”  (Êxodo 31:13)

JAVÉ-NISSI, “ O Senhor É Minha Bandeira”
E Moisés edificou um altar e chamou o seu nome: O Senhor é minha bandeira. (Êxodo 17:15)

JAVÉ-RAFA, “O SENHOR que te sara”
E disse: Se ouvires atento a voz do Senhor, teu Deus, e fizeres o que é recto diante de seus olhos, e inclinares os teus ouvidos aos seus mandamentos, e guardares todos os seus estatutos, nenhuma das enfermidades porei sobre ti, que pus sobre o Egito; porque eu sou o Senhor, que te sara. (Êxodo 15:26)

JAVÉ-ROÍ, “O SENHOR é meu pastor”
O Senhor é o meu pastor; nada me faltará. (Salmo 23:1)

JAVÉ-SABAOTE, “O SENHOR dos Exércitos”
No ano em que morreu o rei Uzias, eu vi ao Senhor assentado sobre um alto e sublime trono; e o seu séquito enchia o templo.  Os serafins estavam acima dele; cada um tinha seis asas: com duas cobriam o rosto, e com duas cobriam os pés, e com duas voavam. E clamavam uns para os outros, dizendo: Santo, Santo, Santo é o Senhor dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória.” (Isaías 6:1-3)

JAVÉ-SHALOM, “O SENHOR É Paz
“ Então, Gideão edificou ali um altar ao Senhor e lhe chamou o SENHOR É Paz; e ainda até ao dia de hoje está em Ofra dos abiezritas.” (Juízes 6:24)

JAVÉ-SHAMMAH, “ o SENHOR Está Ali”
Dezoito mil medidas em redor; e o nome da cidade desde aquele dia será: O Senhor Está Ali. (Ezequiel 48:35

JAVÉ-TSIDKENU, “O SENHOR Justiça Nossa
 Nos seus dias, Judá será salvo, e Israel habitará seguro; e este será o nome com que o nomearão: O Senhor, Justiça Nossa. (Jeremias 23:6)  




VIVENDO PARA GLÓRIA DE DEUS

“Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para a glória de Deus” (1 Coríntios 10:31).

“A todos os que são chamados pelo meu nome, e os que criei para minha glória; eu os formei, sim, eu os fiz” (Isaías 43:7).

Deus criou-nos não só à Sua imagem e semelhança mas também para Sua glória, ou seja, para que o Seu carácter fosse reflectido em nós e através de nós.

O SENHOR é glorificado em nossas vidas quando vivemos em comunhão com Ele e satisfeitos n’Ele. Desse modo, progressivamente, o Seu carácter irá sendo reflectido em nossa maneira de viver.

Notemos algumas facetas do carácter de Deus que, para Sua glória, o SENHOR espera ver reflectidas em Seus filhos e filhas:

SUA SANTIDADE“Louvem o teu nome, grande e tremendo, pois é santo…  Exaltai ao Senhor, nosso Deus, e prostrai-vos diante do escabelo de seus pés, porque ele é santo” (Salmo 99:3, 5).

SEU AMOR E PACIÊNCIA“O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece…tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta… Deus é amor e quem está em amor está em Deus, e Deus, nele” (1 Coríntios 13:4, 7; 1 João 4:16).

SUA SABEDORIA“Quem dentre vós é sábio e inteligente? Mostre, pelo seu bom trato, as suas obras em mansidão de sabedoria…Mas a sabedoria que vem do alto é, primeiramente, pura, depois, pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade e sem hipocrisia” (Tiago 3:13, 17).

DEUS É CONSOLADOR E MISERICORDIOSO“Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e o Deus de toda consolação, que nos consola em toda a nossa tribulação, para que também possamos consolar os que estiverem em alguma tribulação, com a consolação com que nós mesmos somos consolados de Deus” (2 Coríntios 1:3-4).  

DEUS PERDOA E ESQUECE“E jamais me lembrarei de seus pecados e de suas iniquidades…Quanto está longe o Oriente do Ocidente, assim ELE afasta de nós as nossas transgressões” ( Hebreus 10:17; Salmo 103:12).

DEUS É FIEL“As benignidades do Senhor cantarei perpetuamente; com a minha boca manifestarei a tua fidelidade de geração em geração... E os céus louvarão as tuas maravilhas, ó Senhor, e a tua fidelidade também na assembleia dos santos…Ó Senhor, Deus dos Exércitos, quem é forte como tu, Senhor, com a tua fidelidade ao redor de ti?!” (Salmo 89 1, 5, 8).

DEUS É GRACIOSO“Fez lembradas as suas maravilhas; piedoso e misericordioso é o Senhor… Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie” (Salmo 11:4; Efésios 2:8-9).

Nada nos pode dar mais satisfação do que viver de acordo com o propósito para o qual fomos criados. Glorificar Deus significa honrá-Lo através dos nossos pensamentos, atitudes, acções e palavras. Quando vivemos para glória de Deus, estaremos cultivando um coração grato e cheio de alegria paz e amor.



TU ÉS O MEU ESCUDO E O MEU REFÚGIO; ESPERO NA TUA PALAVRA…


LEITURA
“Tu és o meu refúgio e o meu escudo; espero na tua palavra... Sou teu servo; dá-me inteligência, para entender os teus testemunhos.” (Sl 119:114,125)

REFLEXÃO
O salmista pediu a Deus que lhe desse discernimento para entender a Sua Palavra. Na verdade, a fé cristã torna-se viva quando aplicamos a Escritura Sagrada às nossas tarefas e preocupações diárias.

Precisamos de discernimento espiritual para que possamos entender a Palavra de Deus e necessitamos também de um coração puro e sensível, ardentemente desejoso de fazer a aplicação da Escritura às situações práticas do viver diário.

Alguém disse que a Bíblia é como um remédio: só funciona quando a aplicamos nas áreas afectadas das nossas vidas. Ao ler, estudar, meditar nos valores da Escritura Sagrada, importa que tenhamos a coragem e a determinação para os pôr em prática.

ORAÇÃO:
Nosso Pai Celestial, Te agradecemos porque a Tua palavra é a verdade e as Tuas promessas nela contidas são dignas de toda a confiança e, para nós, Teus filhos e filhas, são já o "sim" e o "amém" em Cristo Jesus (cf. 2 Cor. 1:20).
    Muito obrigado, SENHOR, porque Tu és o nosso refúgio. Por favor, ajuda-nos a permanecer ‘escondidos’ em Ti no nosso dia-a-dia. Muitas graças Te damos, também, por seres nosso escudo e nosso defensor.
    Ajuda-nos a caminhar na vida cobertos com a Tua protecção espiritual, para que possamos permanecer firmes em Cristo, mesmo nos dias mais nebulosos. Permite que assim seja. Te suplicamos em nome de Jesus. Amém. 

CAMINHO CERTO PARA UMA VIDA MAIS ALEGRE, CONFIANTE E CHEIA DE GRATIDÃO


TEXTO BÍBLICO: “Conservem sempre a alegria, vivam permanentemente em oração e dêem graças a Deus por tudo pois esta é a vontade de Deus a vosso respeito, em união com Cristo Jesus” (1 Tessalonicenses 5:16-18).

A nossa alegria, orações e gratidão não devem variar de acordo com as nossas circunstâncias ou sentimentos. Obedecer a estes três mandamentos – regozijar-se, orar sem cessar e ser grato – contraria frequentemente as nossas inclinações naturais.

Porém, quando tomarmos uma decisão consciente de fazermos o que Deus nos pede, começaremos a ver as pessoas sob uma nova perspectiva. Quando fizermos a vontade de Deus, acharemos mais fácil ser alegres e agradecidos.

Não podemos passar todo o nosso tempo de joelhos, em oração, mas é possível termos uma atitude de oração em todos os momentos. Esta atitude é construída quando reconhecemos a nossa dependência de Deus, percebemos a Sua presença dentro de nós e determinamos obedecer-Lhe completamente.

Então, consideramos natural fazer orações frequentes, espontâneas e breves. Uma atitude de oração não e um substituto para os nossos momentos regulares de oração, mas deve ser uma abundante extensão desses momentos.

O apóstolo Paulo não estava ensinando que devemos agradecer a Deus por tudo o que nos acontece, mas em tudo. O mal não vem de Deus e, então, não devemos agradecer-Lhe por situações malignas que eventualmente nos aconteçam.

Porém, mesmo quando somos atacados pelo mal que nos faz sofrer, ainda podemos estar gratos pela presença de Deus connosco no meio das situações difíceis e por o bem que Ele nos fará mesmo através das dificuldades, provas e lutas que experimentamos.

(beap)

POR QUE É QUE JESUS TEVE DE MORRER NA CRUZ EM NOSSO LUGAR?



Na nossa condição de seres humanos, todos somos pecadores. Já fizemos coisas erradas e deixámos de obedecer às leis de Deus. Por isso, ficámos separados do nosso Criador e, por consequência, sujeitos à morte. Por nós próprios, nada podíamos fazer para recuperarmos o nosso relacionamento com Deus.

Mas Jesus podia ajudar-nos, porque Ele não era apenas um homem comum, mas o Filho unigénito de Deus. Visto que Jesus nunca desobedeceu ao Pai Deus, ou seja, nunca pecou, somente Ele poderia ser “a ponte” entre o Deus santo e o ser humano pecador.

Assim, Jesus, livremente, ofereceu a Sua vida por nós, morrendo na cruz em nosso lugar, tomando sobre Si todas as iniquidades do ser humano e salvando-o das consequências do pecado, inclusive do julgamento de Deus e da morte.

Jesus tomou sobre Si todos os nossos pecados, passados, presentes e futuros para que pudéssemos, em consequência disso, ter uma nova vida. Como todos os nossos delitos foram perdoados, fomos dessa forma reconciliados com Deus.

Além disso, a ressurreição de Jesus é a prova de que o Seu sacrifício na cruz, em nosso lugar, agradou ao Pai e foi suficiente para satisfazer a justiça de Deus. Assim, a ressurreição de Jesus tornou-se a fonte de esperança para todos aqueles que crêem que Jesus Cristo é o Filho de Deus e aceitam o Seu sacrifício substitutivo. Tais pessoas, vulgarmente chamadas ‘crentes em Jesus’, poderão agora desfrutar uma nova vida com Cristo e viver em comunhão com Deus eternamente.

JESUS DISSE: “Deus amou de tal modo o mundo que entregou o seu Filho único, para que todo o que nele crer não se perca, mas tenha a vida eterna. Não foi para condenar o mundo que Deus lhe enviou o seu Filho, mas sim para que o mundo fosse salvo por Ele” (João 3:16-17).

(beap)   

QUANTO MAIS DE PERTO SEGUIRMOS CRISTO, MAIS PARECIDOS COM ELE NOS TORNAREMOS


Quando Moisés desceu do Monte Sinai, após ter recebido de Deus os Dez Mandamentos, a Bíblia diz que a sua face brilhava intensamente por ele ter estado na presença do SENHOR (cf. Êxodo 34:29-35). Moisés teve, inclusive, de colocar um véu sobre o seu rosto, para que as pessoas, ao olharem para ele, não ficassem intimidadas.

A glória que o Espírito Santo dá ao crente que aceita Jesus Cristo como seu único e suficiente Salvador é ainda mais excelente e durável do que a glória que Moisés experimentou. Jesus Cristo disse: “quem me vê a mim, vê o Pai” (João 14:9). Jesus não só é o caminho para Deus, mas Ele é também a verdade de Deus e a vida de Deus (cf. João 14:6).

Nas Boas Novas do Evangelho vemos a verdade a respeito de Cristo, e esta transforma-nos, moralmente, “de glória em glória”, na medida em que a compreendemos e aplicamos à prática das nossas vidas. Conhecendo Cristo e aprendendo sobre a Sua vida podemos melhor conhecer e entender quem é Deus, tornando-nos cada vez mais parecidos com Ele.

À medida que o nosso conhecimento de Cristo se aprofunda, o Seu Espírito Santo ajudar-nos-á a mudar o nosso carácter, num processo de contínua transformação, que nos ajudará a reflectir em nosso viver, ainda que palidamente, o carácter de Cristo. “Contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito.” (2 Coríntios 3:18).

Assim, quanto mais de perto seguirmos o Senhor Jesus Cristo, no nosso dia-a-dia, mais parecidos com Ele nos tornaremos, reflectindo cada vez mais a Sua glória e carácter, numa experiência progressiva, “até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo” (cf. Efésios 4:13).

(beap)


DEUS É A NOSSA FORÇA E CONSOLAÇÃO QUANDO ATRAVESSAMOS O VALE DAS LÁGRIMAS


“Felizes aqueles cuja força vem de Ti,
e que desejam, do coração, seguir nos Teus caminhos.
Quando atravessarem o vale de lágrimas,
farão dele um lugar de fontes,
um lugar de poços cheios das chuvas das Tuas bênçãos!”
(Salmo 84:5-6 OL)

Naquele tempo, a peregrinação ao Templo, em Jerusalém, podia incluir a  passagem pelo seco, triste, desértico, estéril 'vale de Baca', que, em hebraico, quer dizer “vale das lágrimas”. Nesse espaço árido e inóspito, não havia nenhum lugar especificamente identificado, ou seja: todo aquele vale era conhecido como “o vale das lágrimas”.

Este “vale das lágrimas” pode ser uma referência simbólica aos nossos momentos de sofrimento e lágrimas, tempos de provas e lutas pelos quais nesta vida todos temos de passar. De um modo geral, o fortalecimento da nossa fé em Deus é precedido por uma dessas difíceis jornadas através do  “vale das lágrimas”.

Em circunstâncias tão adversas, a pessoa que ama Deus e se esforça por continuar vivendo em comunhão com Ele verá na sua adversidade mais um caminho para experimentar o consolo e a fidelidade do Altíssimo. O Senhor Jesus disse: “No mundo tereis tribulações; mas tende bom ânimo, eu venci o mundo” (João 16:33).

Se hoje estivermos caminhando no nosso ‘vale de lágrimas', porfiemos em não desistir de continuar confiando no nosso amoroso Deus. Na hora própria, veremos que essa nossa difícil peregrinação nos levará a uma mais íntima comunhão com Ele e ao consolo que, nesses momentos difíceis, só no Eterno podemos encontrar. 

Quaisquer que sejam as circunstâncias das nossas vidas, Deus nunca abandonará  os Seus filhos muito amados, porque Ele mesmo declarou: "por motivo algum te abandonarei, nunca jamais te desampararei” (Hebreus 13:5). 

(beap)

ÂNIMO, CONSOLO E PAZ DE CRISTO NO MEIO DAS NOSSAS HUMANAS TRIBULAÇÕES


DISSE JESUS: “Tenho-vos dito estas coisas, para que em mim tenhais paz. No mundo tereis tribulações; mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.” (João 16:33) 

Na qualidade de crentes em Jesus, importa que esperemos uma contínua oposição vinda do mundo incrédulo em que vivemos e que está nitidamente fora de sintonia com Cristo. Mas, simultaneamente, devemos igualmente esperar que o nosso relacionamento com o SENHOR produza em nós não só capacidade de resistência, mas também o consolo e a paz que Jesus oferece.

E dizemos ‘a paz que Jesus oferece’ porque, a verdadeira paz, a paz de Cristo, não se encontra no hoje tão apregoado ‘pensamento positivo’, na ausência de conflitos, ou em bons sentimentos. A paz de Cristo nasce no coração do crente genuíno porque este sabe que Deus está no perfeito controlo da sua vida e que, haja o que houver, a cidadania no Reino de Deus já lhe está assegurada.

A paz que Cristo oferece é, basicamente, resultado da obra do Espírito Santo na vida do crente. Essa paz é diferente da paz mundana, vulgarmente reconhecida como simples ausência de conflitos. A paz de Cristo resulta, antes, da certeza que o crente tem de que, aconteça o que acontecer, ele é um filho de Deus, pertence ao SENHOR e, n’Ele, está para sempre seguro.

Quando nos sentirmos rodeados ou ‘mergulhados’ em grandes tribulações, procuremos, com a ajuda divina, transformar a nossa inquietação em oração e permitamos que o Espírito Santo nos agracie com a paz de Cristo. Aquela paz que, no dizer do apóstolo Paulo, que também enfrentou grandes sofrimentos aflições e angústia, chega a ultrapassar o nosso humano entendimento. (cf. Filipenses 4:6-7).

(beap) 

A SEGURANÇA DA VIDA RESSUSCITADA DE JESUS


A vida ressuscitada de Jesus não é uma simples vida pro­veniente do nada, como no caso do primeiro Adão, mas uma vida proveniente da morte. E é essa vida que as Escrituras nos apre­sentam como a mais sublime, completa e segura.

O solo do qual a árvore da imortalidade brota não é o solo comum da terra, mas o do pó do túmulo. Essa vida muito mais segura, essa vida na qual nenhuma morte pode tocar, vem até nós através da vida ressuscitada d'Aquele que morreu e ressuscitou novamente.

A fé que nos une a Jesus Cristo ressuscitado torna-nos participantes da Sua vida ressuscitada; e não somente isso, mas fá-lo de forma tão completa, que a ressurreição de Jesus se torna a nossa ressurreição: somos ressuscitados n’Ele e é jun­tamente com Ele que nos revestimos da imortalidade divina.

Jesus disse: “…porque eu vivo, vós também vivereis” (João 14:19).

(INET)

ALELUIA, JESUS RESSUSCITOU!


“Mas o anjo, dirigindo-se às mulheres, disse: Não temais; porque sei que buscais Jesus, que foi crucificado. Ele não está aqui; ressuscitou, como tinha dito. Vinde ver onde ele jazia. Ide, pois, depressa e dizei aos seus discípulos que ele ressuscitou dos mortos e vai adiante de vós para a Galileia; ali o vereis. É como vos digo!” (Mateus 28:5-7).

O anjo que anunciou às mulheres as Boas Novas da ressurreição deu-lhes quatro mensagens que são também importantes para todos nós:

(  “Não temais”. A realidade da ressurreição deve trazer-nos alegria e não temor. Lembrar o sepulcro de Jesus vazio é uma boa maneira para vencer o medo.

(  “Ele não está aqui”. Jesus já não está morto e, portanto, não deve ser procurado entre os mortos. Ele vive e está junto do Seu povo, junto de nós, tal como prometeu (Mateus 28:18-20).

(  “Vinde ver onde Ele jazia”. As mulheres puderam verificar por si mesmas a evidência da ressurreição. A sepultura de Jesus estava tão vazia naquele dia quanto está hoje. A ressurreição de Jesus é um facto histórico. Realmente, Jesus ressuscitou!

(  “Ide, pois, depressa e dizei aos seus discípulos que ele ressuscitou dos mortos…”. As mulheres deveriam, então, compartilhar a alegria e o facto da ressurreição. E nós também devemos, hoje, divulgar essas Boas Novas que o mundo tanto precisa ouvir.

Nota: a Ressurreição de Jesus é um acontecimento chave para a nossa fé cristã porque:

   Como havia prometido, Jesus ressuscitou de entre os mortos. Portanto, podemos confiar que Ele cumprirá tudo o mais que prometeu.

   A ressurreição do corpo de Jesus mostra-nos que o Cristo vivo governa agora o eterno Reino de Deus e que Ele não era um falso profeta nem um impostor.

   Porque Jesus ressuscitou, podemos ter a certeza quanto à nossa própria ressurreição. A morte não é o fim. Existe vida para além da morte.

   O mesmo poder que trouxe Jesus de volta à vida também está disponível para levar o nosso ser, por natureza espiritualmente cego, à verdadeira vida.

   A ressurreição de Jesus é a base do nosso testemunho cristão. Jesus vive e é mais do que um líder. Ele é o Filho de Deus. Aleluia, verdadeiramente Jesus ressuscitou!

(in bap)

AS SETE ÚLTIMAS DECLARAÇÕES DE JESUS NA CRUZ (7)


TEXTO BÍBLICO:

 “Jesus, clamando com grande voz, disse: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito. E, havendo dito isso, expirou.  (Lucas 23:46)

REFLEXÃO:
Esta expressão de Jesus faz parte de um salmo (Salmo 31:5) que era uma oração para o anoitecer, sendo recitada diariamente por muitos judeus devotos. É notável o detalhe do texto ao informar que Jesus bradou “com grande voz” estas palavras.

O que se poderia esperar de um homem prestes a morrer na cruz era que a sua voz fosse vacilante e fraca. Mas Jesus parece determinado em fazer com que as Suas últimas palavras fossem não só firmes, fortes e confiantes, mas igualmente bem audíveis.

Para Jesus, a morte não é um ‘inimigo’ fora do Seu controlo. Jesus sabe que o Pai Deus está pronto para receber o Seu espírito e, desse modo, Cristo “…se ofereceu a si mesmo imaculado a Deus” (Hebreus 9:14). Jesus está confiando o Seu destino eterno nos eternos braços do Pai.
                                                                                    A palavra “espírito” é a tradução do grego comum “pneuma”, que tem o sentido de “respiração, sopro de vida” e, no contexto bíblico, pode também ser usada para significar o Espírito Santo. Mas, aqui, o termo refere-se, de facto, ao espírito pessoal que fazia parte da personalidade humana do Senhor Jesus Cristo.

Jesus pronuncia a oração final da sua vida humana com uma expressão plena de serenidade e paz, porque conhece o Pai e sabe que há vida eterna com o Pai para além da morte física. O Senhor desprende-se da sua vida humana para abraçar a vida verdadeira que o Pai tem para oferecer em Sua própria presença.

Este último brado humano de Jesus na cruz é para nós extremamente confortador. Jesus reconhece que a Sua tarefa foi concluída, através do seu sacrifício feito na cruz, e agora Ele irá morrer para ressuscitar e ocupar de novo o Seu lugar na glória, junto ao Pai.

Não é maravilhoso sabermos, com toda a certeza, que, quando os nossos corpos físicos chegarem ao fim ainda temos Jesus e o nosso Pai Celestial esperando por nós?

Neste tempo em que celebramos a morte e a ressurreição do nosso Salvador, vamos todos glorificar o Senhor Jesus Cristo que, morrendo por nós, pecadores, permitiu-nos ter vida eterna e, à semelhança de Estêvão, podermos dizer também na hora da nossa partida: “Senhor Jesus, recebe o meu espírito!”. Amém!


AS SETE ÚLTIMAS DECLARAÇÕES DE JESUS NA CRUZ (6)



TEXTO BÍBLICO:

 “Está consumado” (João 19:30)

REFLEXÃO:
O pecado separa as pessoas de Deus. Até à crucificação de Jesus, a expiação dos pecados era feita através do sacrifício de um animal inocente em substituição do pecador. Só assim, este poderia ser perdoado e considerado limpo diante de Deus.

Mas as pessoas continuavam pecando sem cessar e, assim, os sacrifícios de animais inocentes eram também exigidos continuamente. No entanto, Jesus tornou-se o supremo e derradeiro sacrifício oferecido pelo pecado de toda a humanidade. Foi isso que Ele quis dizer quando clamou: “está consumado”!

A palavra “consumado” tem o sentido de “completamente acabado”. Ou seja: a nossa dívida para com Deus foi paga por Jesus completa e definitivamente. Cristo veio a este mundo para consumar a obra de Deus, a nossa salvação, pagando o preço e cumprindo a pena total devida pelos nossos pecados.

A morte de Jesus pôs fim ao complexo sistema sacrificial do Antigo Testamento porque Jesus carregou sobre Si, na cruz do Calvário, todos os pecados da humanidade. Agora, podemos aproximar-nos livremente de Deus, graças aos méritos do sacrifício que Jesus fez em nosso lugar.

A boa nova do Evangelho é esta: hoje, após o sacrifício redentor operado por Jesus na Sua crucificação, todos aqueles que se arrependem dos seus pecados e crêem na morte e ressurreição do Senhor Jesus Cristo podem viver eternamente com Deus, escapando assim à punição devida pelos pecados que cometeram.

E tudo acontece pela graça de Deus e mediante a nossa fé salvífica nos méritos do sacrifício de Jesus para a nossa salvação, como diz o apóstolo Paulo: “Porquanto, pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus; não vem por intermédio das obras, a fim de que ninguém venha a se orgulhar por esse motivo” (Efésios 2:8-9).

AS SETE ÚLTIMAS DECLARAÇÕES DE JESUS NA CRUZ (5)


TEXTO BÍBLICO:

 “Tenho sede” (João 19:28)

REFLEXÃO:
Durante as horas de angústia espiritual, o Senhor Jesus foi em grande parte alheio às suas carências físicas; agora, porém, com o longo tempo que passou, estas começaram a manifestar-se cada vez mais.

A inflamação resultante das mãos e dos pés cravados na cruz resultou num estado febril causador de grande sede. O Senhor tinha recusado a bebida entorpecente oferecida no início da crucificação porque não queria minimizar em nada a angústia que estava no Seu caminho. Era preciso beber conscientemente e até à última gota o cálice amargo que Deus colocou em seus lábios.

Ao olhar através da longa lista de profecias que se cumpriram na Sua crucificação, o Senhor Jesus podia ver que todas tinham sido cumpridas, excepto uma. E, para que essa Escritura se cumprisse, o Senhor bradou: "Tenho sede". Foi então que alguém se apercebeu de como os Seus lábios estavam tão pálidos e ressecados e, talvez tocado de compaixão, elevou uma esponja embebida em vinagre, tocando com ela os lábios de Jesus e cumprindo, assim, involuntariamente, o que dizia a antiga profecia bíblica: "...deram-me fel por mantimento, e na minha sede me deram a beber vinagre" (Salmo 69: 1).



AS SETE ÚLTIMAS DECLARAÇÕES DE JESUS NA CRUZ (4)


TEXTO BÍBLICO:

 “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” (Mateus 27:46)

REFLEXÃO:
Jesus não estava questionando o Pai Deus, mas sim exclamando a primeira frase do salmo 22; uma profunda expressão da angústia que sentia ao carregar os pecados do mundo e que causava a Sua separação do Pai Deus.

Era essa a experiência que Jesus mais temia, quando orou no jardim do Getsémani: “Meu Pai, se é possível, passa de mim este cálice; todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres” (Mateus 26:39).  

A agonia física de Jesus era terrível, mas pior foi o período de separação espiritual entre Jesus e o Pai. O Senhor experimentou um sofrimento incomensurável, para que nós não tivéssemos de experimentar o sofrimento da eterna separação de Deus.  

Nesse momento, Cristo estava experimentando o abandono e o desespero que resultou do derramamento da ira divina sobre ele como aquele que levava sobre Si os pecados de todos nós.

O grito de angústia do Senhor reflecte o extremo amargor do cálice da ira que Lhe foi dado para que pudessem ser expiadas perante Deus todas as nossas iniquidades. Esse foi o alto preço do pecado que Jesus carregou sobre Si e Ele o pagou plenamente.